O Governo de São Paulo vem adotando uma estratégia inovadora de combate à criminalidade no estado, baseada em inteligência, tecnologia e integração entre órgãos públicos. Com investimentos de R$ 1,5 bilhão, a política de segurança pública da atual gestão paulista tem como principais frentes o Muralha Paulista (voltado ao monitoramento e à prevenção de crimes) e o combate ao crime organizado, com foco na descapitalização e desarticulação de facções criminosas, em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a proposta é ampliar a capacidade de antecipação das forças policiais, melhorar a tomada de decisões e atacar estruturas criminosas de forma sistêmica. Os resultados têm sido excelentes: foram cerca de R$ 3 bilhões de prejuízo ao crime organizado, mais de 550 mil criminosos presos e mais de 640 toneladas de drogas apreendidas.
Muralha Paulista monitora criminosos
O Muralha Paulista é uma política pública inovadora criada para integrar câmeras de monitoramento e bases de dados públicas e privadas, ou seja, um verdadeiro "cerco" e controle da mobilidade dos criminosos. A iniciativa visa dificultar a atuação deles durante seus deslocamentos e aumentar as chances de identificação e prisão.
Atualmente, cerca de 45 mil câmeras (públicas e privadas) estão conectadas ao sistema, que opera em tempo real e cobre cerca de 60% da população do estado. As imagens e informações são analisadas a partir do cruzamento de bancos de dados de veículos, pessoas, estatísticas criminais e sistemas de georreferenciamento (regiões, bairros) permitindo uma atuação mais eficiente das forças policiais, tanto operacionais como especializadas.

A adesão ao Muralha Paulista é gratuita e pode ser feita por Prefeituras, empresas e cidadãos que possuam câmeras voltadas para vias públicas, mediante cadastro no site oficial do programa. O governo destaca que o funcionamento do sistema segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O uso de Inteligência Artificial e computação em nuvem permite identificar padrões, apoiar investigações e orientar o posicionamento estratégico de viaturas e equipes policiais, prevendo padrões de criminalidade e garantindo uma resposta mais precisa das forças policiais.
Combate ao crime organizado mira a logística e as finanças das facções
Paralelamente às ações de monitoramento feito pelo Muralha Paulista, o Governo de São Paulo vem intensificando operações contra o crime organizado com foco na estrutura financeira e logística das facções. A estratégia prioriza a identificação de rotas, centros de distribuição e esquemas de lavagem de dinheiro.
A ampliação do uso de inteligência resultou na apreensão de 640 toneladas de drogas e causou um prejuízo estimado em mais de R$ 3 bilhões às organizações criminosas. Ainda de acordo com o governo, mais de 550 mil pessoas foram presas em operações realizadas desde a adoção dessa nota estratégia de combate ao crime organizado.
Um dos principais instrumentos dessa política é o Recupera-SP (programa regulamentado pelo decreto nº 68.926/2024), que permite a destinação de recursos apreendidos em operações de combate à lavagem de dinheiro diretamente ao Fundo Estadual de Segurança Pública. De acordo com o governo estadual, cerca de R$ 70 milhões já foram apreendidos e reinvestidos em ações de segurança.
Operações integradas e atuação do Ministério Público
O trabalho em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) tem sido fundamental para fortalecer investigações e garantir a responsabilização de lideranças criminosas. Isso inclui nomes emblemáticos como: “Japa” (Karen de Moura Tanaka Mori, suspeita de lavagem de dinheiro de facção criminosa); “Nego Boy” (Caio Vinicius, acusado de liderar o tráfico em comunidade de Santos); e “Danone” (Rodrigo Pires dos Santos, líder de alto escalão de uma facção).
Entre as ações de destaque está a operação "Salus et Dignitas", realizada em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que teve como foco a desarticulação da logística do crime no centro da capital paulista, com prisões e fechamento de imóveis e comércios usados para lavagem de dinheiro.
Outro exemplo do resultado prático foi a operação "Carbono Oculto", considerada pelo governo a maior já realizada no país contra esquemas de adulteração de combustíveis ligados ao crime organizado. A operação envolveu diferentes órgãos de segurança e fiscalização.
Atuação preventiva e repressiva
Para o governo paulista, a combinação entre monitoramento inteligente e operações repressivas qualificadas representa uma mudança no modelo de segurança pública. A estratégia busca atuar tanto na prevenção de crimes quanto no enfraquecimento estrutural das organizações criminosas, por meio da retirada de recursos financeiros e da interrupção de cadeias logísticas.
A Secretaria da Segurança Pública afirma que a política segue em expansão e que novos municípios, empresas e cidadãos continuam aderindo ao sistema de monitoramento integrado.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288




