Os gastos com alimentação levam cerca de 30% do orçamento familiar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A batata, ingrediente fundamental no prato predileto do brasileiro, ficou 91% mais cara em 12 meses, puxando a alta do restante da tradicional refeição: arroz, feijão, bife e batata-frita.
Os outros itens também estão mais “salgados”. E quem faz esse levantamento não é só o consumidor, que sente no bolso quando vai comprar. Os dados são de quem vende. Constam em um levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), utilizando dados do Índice de Preços dos Supermercados (IPS). Isso significa que os consumidores precisam estar mais atentos na hora de ir às compras para fazer o dinheiro do mês chegar mais longe.
O levantamento, feito de outubro de 2014 a outubro passado, chegou à conclusão de que o prato predileto do brasileiro está bem mais “indigesto“ às finanças das famílias. No período de 12 meses, o preço do arroz subiu 4,99% e o feijão teve alta de 39,29%. O bife também subiu, tanto a alcatra (15,77%) quanto o coxão-mole (11,31% em 12 meses).
De acordo com o gerente de Economia e Pesquisa da Apas, Rodrigo Mariano, os preços impactam diretamente o poder de compra da população, já que a alta de itens de primeira necessidade, que integram a cesta básica da maior parcela das famílias, reflete de maneira mais expressiva nas classes de renda baixa.
“Para a população mais pobre, cerca de 30% do salário são destinados às compras de alimentos e bebidas, enquanto para a média dos brasileiros os alimentos representam, aproximadamente, 20% destas despesas”, analisa Mariano, em um levantamento que praticamente repete os números do IBGE.
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