Torturada e escravizada pela própria mãe e pelo padrasto em São Paulo (SP), a garota M.J., de apenas dez anos, passou por uma cirurgia na última terça-feira (2/5). Ela retirou queloides e marcas que se formaram no corpo após a diversas sessões de tortura com alicate — inclusive na vagina — a que foi submetida como forma de castigo.
Em agosto de 2016, M.J. conseguiu fugir da casa onde morava, na região Oeste da capital paulista, e foi encontrada com ferimentos graves por todo o corpo.
Os castigos sofridos pela menor eram por motivos variados. A sua mãe vivia com raiva. Quando encontrava algo na casa que estava fora do lugar, a garota apanhava. A menina era torturada todas as vezes quando fazia alguma coisa que o padrasto ou a mãe reprovava. A vítima sofria torturas de variados níveis de violência. Sua língua era cortada, além de outras partes do corpo. A mãe da menina já tinha até machucado o órgão genital da criança.
A garota vive hoje em um abrigo junto com dois irmãos mais novos e foi “adotada” pela Organização Não Governamental (ONG) Ciranda para o Amanhã, que atua em prol de 14 instituições, que abrigam cerca de 350 menores de todas as idades, em situações de abandono e violência.
SENTENÇA: Eles foram condenados pelos crimes de lesão corporal gravíssima, redução à condição análoga à escravidão e tortura.
Vanessa de Jesus Nascimento, foi condenada a 48 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão e 100 dias-multa, em regime fechado.
Adriano dos Santos, foi condenado à pena de 33 anos e 20 dias de reclusão e 86 dias-multa, em regime fechado. Durante o processo, ambos alegaram inocência.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288







