A Secretaria Municipal de Cultura quer a volta do Projeto Guri para Garça. O polo local oferecia cursos de iniciação em música, beneficiando mais de 1.600 crianças e adolescentes durante 11 anos. O projeto oferecia 258 vagas, distribuídas em oito modalidades musicais: Viola Caipira, Violão, Cordas Agudas, Cordas Graves, Percussão, Canto Coral, Madeiras e Metais. No final do ano passado Garça perdeu esse fomento.
O polo Garça do Projeto Guri pertence a regional de Marília, por isso, o primeiro contato da secretária Municipal de Cultura, Susy Mey Truzi foi com a coordenadora regional, Lilian Hirata. “Nós precisávamos fazer uma análise dos pontos ocorridos que ocasionaram o fechamento do polo em nosso município. Também agendaremos uma reunião em São Paulo com a diretoria executiva. O projeto beneficiava as nossas crianças e queremos levá-lo também para o Centro Cultural de Jafa”.
Ainda segundo a secretária, o Projeto Guri sempre foi muito bem detalhado. “Tivemos, inclusive, formações maravilhosas aqui. Tivemos até aluno que se destacou em âmbito internacional. Eu acho importante que o Projeto retorne para o município, pois é um trabalho que há anos vem cumprindo com as suas finalidades”.
De acordo com Lilian Hirata, a Associação Amigos do Projeto Guri, administradora do projeto no estado, não gostaria de deixar nenhuma criança sem atendimento, porém, devido à falta de recursos financeiros tiveram que fechar três polos na região. “Tudo o que foi possível nós conseguimos reduzir, mas chegou um momento que a diretoria e o conselho chegaram à conclusão que não havia mais onde reduzir a não ser fechando o atendimento em alguns polos”.
Lilian Hirata disse ainda que o encerramento das atividades em Garça se deu, também, por uma somatória de fatores, incluindo o fato de que, nos últimos anos, a procura pelos cursos não atingia 75% das 258 vagas disponibilizadas.
A sugestão da Associação Amigos do Projeto Guri para retomar as atividades na cidade é para que Garça busque patrocínio da iniciativa privada, seja por meio da Lei Rouanet, ou pela utilização de verba direta, sem o incentivo fiscal. “A partir do momento em que o município perde o fomento, o retorno das atividades fica mais difícil, mas nós vamos abrir propostas com a administradora do Projeto Guri para tentar a melhor solução para Garça”, argumentou Susy Mey.
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