Gaeco deflagra segunda fase de operação contra esquema de jogos de azar e agiotagem

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O Gaeco (Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), de Londrina, deflagrou a segunda fase da Operação Las Vegas, que investiga organização criminosa de âmbito nacional envolvida na exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e usura (agiotagem). Um dos locais da operação foi em Tupã, com apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

Em nota oficial, o núcleo informou que foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de imposição de medidas cautelares diversas da prisão. Além de Tupã, ocorreu em Londrina e Itapema (SC).

As medidas judiciais foram expedidas pelo Juízo da 5ª Vara Criminal de Londrina, após o Ministério Público do Paraná (MPPR) demonstrar que, mesmo após a primeira fase da operação, realizada em janeiro deste ano, integrantes da organização criminosa seguiram executando os crimes, "reforçando que as medidas cautelares impostas inicialmente foram insuficientes", informou em nota oficial o Gaeco.

As investigações revelaram indícios de que os criminosos foram alertados previamente sobre a ação policial realizada na primeira etapa da operação, o que resultou na fuga de alvos e na ocultação de provas.

Naquela ocasião, durante o cumprimento dos mandados, equipes policiais constataram que investigados haviam deixado alguns endereços momentos antes da chegada dos agentes.

Entenda o caso

Segundo o Promotor Leandro Antunes, as investigações apontam que a organização criminosa desenvolveu um software próprio para gerenciar jogos de azar ilegais, como o jogo do bicho e outros não amparados pela legislação, e o alugava para outros operadores em diversos municípios do país.

Na primeira fase da operação, que ocorreu em janeiro deste ano, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 140 milhões em bens do grupo. Um dos líderes da organização, já havia sido preso em 2011 durante a Operação Jogo Sujo 2, que também mirava o jogo do bicho.

Após obter liberdade, ele teria reestruturado o grupo e profissionalizado as operações, criando o software que deu novo fôlego à atividade criminosa.

Os presos nesta nova fase, que incluiu buscas em Tupã, atuavam tanto na gestão da organização criminosa quanto em operações pontuais de lavagem de dinheiro, utilizando veículos e imóveis para disfarçar a origem dos recursos. O núcleo central da quadrilha estaria baseado em Londrina e Cambé, de onde partiam ordens para operações em todo o país.







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