O fechamento da única agência bancária em Duartina (a 80 km de Marília), que está previsto para ocorrer na sexta-feira (dia 6), levou o Sindicato dos Bancários de Bauru a realizar um funeral, com direito a caixão, duas coroas de flores e até a encenação de uma carpideira.
Com o fechamento da agência do Banco Santander, a partir de agora qualquer cliente ou usuário que precise de atendimento presencial em Duartina terá que viajar até Garça, a 47 quilômetros de distância. “Para muitos clientes, especialmente idosos, simplesmente não é uma opção. É exclusão”, afirmou o sindicato, em nota oficial.
No dia do protesto, o cenário já era de abandono: cerca de 30 pessoas aguardavam atendimento, a maioria idosos, enquanto apenas duas funcionárias tentavam dar conta de toda a demanda.
De acordo com o sindicato, todas as agências do Santander, localizada em municípios com menos de 40 mil habitantes, serão sistematicamente fechadas. O funeral representou, de forma simbólica, a “morte” da agência e o “enterro” do respeito aos clientes.
De acordo com o Sindicato, desde 2019, o Santander fechou 1.367 agências, uma redução de 58,7%, que passaram a ser chamadas de “lojas” nos balanços.
O que é uma carpideira?
Trata-se de uma mulher contratada para chorar, gritar e prantear em funerais e velórios, representando uma tradição milenar de aumentar o luto e a importância do falecido.
Essa prática, comum no Norte/Nordeste do Brasil e em outras culturas, visa criar uma atmosfera de despedida respeitosa, muitas vezes sem vínculos com o morto. A tradição é bem antiga, com raízes na cultura do Oriente Médio e menções na Bíblia.
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