Funcionários de metalúrgica permanecem em greve. Direção da empresa culpa recebimentos em atraso

É a segunda paralisação em 45 dias. DonO da Brunnschweiler afirma que primeiro pagamento já estava previsto antes mesmo da paralisação.
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O diretor-presidente da indústria metalúrgica Brunnschweiler, na zona norte de Marília, Paulo Roberto Boechat, se disse surpreso com a paralisação dos funcionários. Segundo ele, desde a semana passada a empresa já havia emitido um comunicado que o restante do pagamento do mês de abril iria ocorrer na próxima segunda-feira (dia 26). Ele culpou as dificuldades econômicas que o país atravessa e causa atrasos nos pagamentos por parte de clientes.

Presidente do Sindicato conversa nesta tarde com os funcionários da metalúrgia.

Os funcionários da fizeram uma nova paralisação nesta manhã (21) em protesto contra atraso nos pagamentos dos dois últimos vales e também do salário de junho. É a segunda greve na fábrica em 45 dias.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgico, Irton Siqueira Torres, esteve nesta tarde conversando com os funcionários da metalúrgica. Ele garantiu que o "estado de greve" já havia sido declarado em 13 de março, já que os atrasos nos salários vem ocorrendo desde aquele mês. Uma nova assembleia está prevista para esta quinta-feira, às 7h30.

Matéria atualizada às 17h55

A paralisação de hoje começou por volta das 11h. Segundo os trabalhadores (pediram para não serem identificados), isso ocorreu após receberem informação de que a promessa de pagamento do vale de maio, na próxima segunda-feira, não iria mais ocorrer e não haveria uma nova data.

Localizada no distrito industrial, a Brunnschweiler produz equipamentos industriais de grande porte e conta atualmente com cerca de 200 empregados. A outra greve ocorreu no dia 5 de maio e durou apenas algumas horas.

EMPRESÁRIO EXPLICA - No final desta tarde, diretor-presidente, Paulo Roberto Boechat, conversou por telefone com a reportagem do portal Visão Notícias. Ele explicou que -- devido a crise econômica que o país atravessa -- muitos clientes estão atrasando os pagamentos e essa dificuldade no recebimento compromete os salários dos funcionários.

Mas, segundo ele, a culpa também é da própria indústria: "desde a greve passada a produção está atrasada e se não estamos honrando os prazos dos contratos também não ocorrem os pagamentos", lamentou. E desabafou: "esse tipo de movimento (greve) não leva a nada. Precisamos ter paciência e disciplina".

Paulo Boechat disse ainda que o restante do pagamento do mês de abril já estava previsto para a próxima segunda-feira e por isso não haveria necessidade de greve. Quanto ao salário de maio (também em atraso) reiterou mais uma vez que vai depender dos recebimentos em atraso.

NOVELA - Durante a paralisação anterior, um diretor afirmou que não teria ocorrido paralisação, mas apenas uma "reunião periódica" na fábrica. Mas, havia uma preocupação muito grande em saber quem teria enviado as fotos, inclusive checando pelo sistema de câmeras de segurança (segundo informaram os operários).

Desta vez, estão atrasados os vales dos meses de maio e junho, bem como o salário deste mês que deveria ter sido pago no dia 5 e ainda não há nenhuma perspectiva.

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