Funcionário de ambulância acusado de assediar paciente é demitido pela Santa Casa

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A direção da Santa Casa de Duartina, na região de Bauru (a 80 km de Marília) decidiu exonerar do cargo o motorista de ambulância acusado de importunação sexual contra uma mulher de 42 anos que estava sendo transportada em uma das viaturas. O homem nega, mas Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher passou mal durante a madrugada de quarta-feira (13) e acionou o pronto-socorro da Santa Casa, que enviou uma ambulância até a residência dela.

Durante o trajeto de volta para casa após o atendimento médico, o motorista da ambulância teria passado a mão nas pernas e nos seios dela, além de beijá-la no rosto e fazer comentários de cunho sexual.

Ela afirmou que estava sob efeito de medicação, mas conseguiu gravar um vídeo que mostra o homem com as mãos em uma das pernas dela (reprodução/vídeo).

No áudio gravado pela paciente é possível ouvir que ela disse "não" pelo menos nove vezes durante as investidas do homem. Informações: G-1.

Confira o diálogo:

  • Paciente: Eu 'tô' muito grogue.
  • Motorista: Grogue?
  • Paciente: ’Tô’ dopada, né? De remédio. Não consigo nem falar direito.
  • Motorista: Dopada você?
  • Paciente: Você já me conhecia? (2 vezes)
  • Motorista: Não, conheço os dois irmãos seus. Mas você é bonita, viu?
  • Paciente: Eu só estou bem grogue mesmo.
  • Motorista: Eu não quero aproveitar de você, mas você é bonita.
  • Paciente: Sei. ‘Tô’ entendendo.
  • Motorista: Está faltando carinho para você, um abraço.
  • Paciente: Isso falta, mas é normal.
  • Motorista: Um abraço bem apertado assim.
  • Paciente: Mas não grogue desse jeito que eu estou.
  • Motorista: Mas mesmo assim, um abraço.
  • Paciente: Nossa, não. Eu 'tô' muito grogue mesmo. Não vou nem lembrar disso.
  • Motorista: Não?
  • Paciente: Não, porque eu 'tô' dopada. Não sei nem o que que eu tô falando.
  • Motorista: Posso parar aqui e dar um abraço em você?
  • Paciente: Não.
  • Motorista: Me dá um abraço.
  • Paciente: Nossa, não. Não, não. Eu 'tô' assim, bem grogue mesmo.
  • Motorista: Eu sei que você 'tá'. Eu sei.
  • Paciente: Não, mas deixa... Não, deixa eu ir embora para minha a casa, por favor.










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