Em cena típica de filme, ele pediu para ir ao banheiro e, sem algemas nos pés, conseguiu dominar o funcionário e fugir pela porta da frente. Testemunha conta ao Visão Notícias como tudo aconteceu.
A fuga do presidiário Marcelo Miranda, de 37 anos, ocorrida ontem à noite no Hospital das Clínicas em Marília, de forma "cinematográfica", revelou o risco de falhas tanto na segurança como também nas revistas de familiares de sentenciados no período em que estão internados para tratamento. A Polícia Civil está investigando o caso e o sentenciado continua foragido.
Após a postagem da matéria, internauta enviou mensagem ao Visão Notícias dando mais detalhes desse caso, já que foi testemunha ocupar da fuga. O rapaz (pediu para manter o nome em sigilo) informou que o preso era "escoltado" por uma mulher armada. Os dois saíram da portaria dos fundos correndo.
"Ela ia na frente correndo muito ele atrás, tirando todos os soros. Só uma enfermeira tentava perseguí-los, mas a gente falou prá ela parar porque a mulher estava armada. Só depois é apareceu um agente penitenciário, desarmado. Mas, pelo físico dele também não iria conseguir correr", relatou a testemunha. O casal rumou sentido rodovia do Contorno, onde, ao que tudo indica, já havia um carro esperando.

Após render o agente, o preso teria fugido por uma das portas do Hospital das Clínicas.
Por volta das 16h, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) divulgou uma nota oficial. Aliás, divergente em relação ao boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil. Afirma que "o preso faz uso de uma arma de fogo, rendeu o agente que fazia o monitoramento dele e empreendeu fuga". Mas, no boletim consta que ele estaria com "um simulacro de arma de fogo".
Sobre a visita, afirma que houve autorização judicial e que "o preso estava escoltado no hospital, porém, a Pasta não tem jurisdição sobre o local, somente sobre as suas penitenciárias, ficando o agente impossibilitado de realizar revista em pessoas no local". No boletim de ocorrência, consta que como se tratava de uma pessoa "do sexo oposto" ao agente, não tem autorização para revistá-la. A SAP anunciou que "foi aberto Procedimento Apuratório Disciplinar e Preliminar para averiguação do ocorrido".

VERSÃO DO HC - Já a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas informou, em nota, que pretende "aprimorar o controle de visitas aos pacientes em regime de reclusão, bem como oficiará o judiciário para que comunique as determinações com antecedência e que forneça todo aparato necessário para garantir a segurança de seus pacientes e funcionários".
O HC informou ainda que tem tomado "todas as medidas de segurança, solicitando agentes penitenciários, escoltas e demais precauções para enfermos nestas peculiaridades, onde tais pacientes permanecem bloqueados no sistema de visitas, sendo permitida entrada de familiares somente em casos autorizados judicialmente".
Informa ainda que "com a implantação do sistema de visita aberta os visitantes passam por um cadastro geral antes de adentrar as dependências do hospital, com fornecimento de dados pessoais e colhimento de imagem (foto), proporcionando segurança a toda instituição".
Polícia Civil está investigando a fuga do . Ele teria rendido o agente penitenciário utilizando uma arma de brinquedo e fugiu pela porta da frente. No boletim de ocorrência consta que o simulacro pode ter sido entregue pela esposa do criminoso já que ela era a única que tinha autorização judicial para visitas e não era revistada.

COMO FOI - O presidiário Marcelo Miranda, nascido em Gália, estava hospitalizado desde o dia 15 de abril para o tratamento de uma bactéria altamente resistente. Com autorização da justiça, ele recebia visita de sua esposa.
Ontem, por volta das 20h30, ele disse ao agente penitenciário responsável pela escolta que precisava ir ao banheiro. Por isso, conseguiu que fosse retirada a algema dos pés.
Neste momento, conseguiu dominar o agente da SAP, ameaçando-o com uma arma de brinquedo (simulacro). Em seguida, fugiu pelo corredor e saiu da unidade de saúde pela porta principal do hospital.
No boletim de ocorrência consta que essa "arma" pode ter sido entregue pela esposa do presidiário porque, como ela é Os policiais apreenderam o celular do criminoso que foi deixado noi hospital. A "arma" teria sido levada durante a fuga.
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