O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta para o aumento de casos de esporotricose animal. A doença causada por fungos do gênero Sporothrix é considerada preocupante e "já representa um impacto significativo na saúde animal e humana". 

Os fungos afetam principalmente os gatos, pois são bem adaptados à temperatura corporal da espécie, considerada chave para a cadeia de transmissão. A esporotricose é um risco para animais soltos, sendo considerada como "um dos principais desafios sanitários urbanos relacionados a zoonoses no Brasil", informa o conselho, que editou norma técnica para os profissionais paulistas.
A doença é observada em todas as regiões do país, com maior incidência nos estados do Sul e Sudeste.
Há transmissão entre animais domésticos e selvagens e com transmissão de cerca de mil casos por ano para humanos, e tem avançado continuamente desde 2011 em território paulista, se espalhando por municípios da Região Metropolitana e do litoral.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta que os sintomas da esporotricose em humanos podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção (veja abaixo os sintomas).
O atendimento médico deve ser procurado logo que surjam os primeiros sintomas.
Quando não tratada adequadamente, a esporotricose pode evoluir para feridas extensas e formação de nódulos, e pode se disseminar para além da pele em pessoas com imunossupressão, atingindo pulmões, ossos e articulações. (Da Agência Brasil).
Principais sintomas:
- Início (forma cutânea): pequenos caroços (nódulos) vermelhos na pele, que podem parecer uma picada de inseto ou machucado, principalmente em áreas expostas como cabeça e patas, que não cicatrizam e podem soltar secreção;
- Progressão (forma linfocutânea): nódulos viram úlceras (feridas abertas e profundas) que podem se espalhar pelo corpo, afetando o sistema linfático;
- Respiratórios: espirros frequentes, secreção nasal, tosse, dificuldade para respirar.
- Gerais: febre, perda de apetite, emagrecimento, letargia (apatia).
- Linfonodos inchados.
Pontos importantes:
- Zoonose: pode ser transmitida de gatos para humanos, especialmente para imunossuprimidos.
- Diagnóstico e tratamento: fundamental procurar um veterinário cedo, pois a esporotricose tem cura, mas é grave se não tratada, exigindo antifúngicos.
- Fatores de risco: gatos machos, não castrados e com acesso à rua são mais afetados.
O que fazer: se notar qualquer ferida suspeita ou sintoma respiratório no seu gato, leve-o imediatamente ao veterinário, pois pode ser confundida com outros problemas de pele.
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