Faturamento do setor de serviços cai 3,8% em outubro

foi a 15ª queda consecutiva nas receitas do setor, que só se recuperará mediante à melhora dos indicadores de emprego, renda e crédito
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Em outubro, o faturamento real do setor de serviços de São Paulo registrou a 15ª queda seguida na comparação interanual. No mês, as receitas do segmento atingiram R$ 22 bilhões, retração de 3,8% em relação ao mesmo mês de 2015, e que representa uma diferença de R$ 868,7 milhões. Em outubro de 2015, o setor de serviços já havia registrado queda de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.  No acumulado em 12 meses o recuo foi de 4,2%. 

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.
Das 13 atividades avaliadas, dez apresentaram queda no faturamento no comparativo com outubro de 2015. As maiores retrações (com variação negativa de dois dígitos) foram vistas nas atividades de serviços técnico científico (-19,9%), representação (-15,3%), mercadologia e comunicação (-15,1%), turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (-14,3%); conservação, limpeza, reparação de bens móveis (-11,8%), jurídicos, econômicos, técnico-administrativos (-10,3%). Somadas, essas seis atividades impactaram negativamente em 5,4 pontos porcentuais (p.p.) para o índice geral.

 

Por outro lado, o melhor desempenho permanece nos serviços relacionados à saúde, com crescimento de 24,6% no faturamento real em outubro em relação ao mesmo período do ano anterior, pressionando positivamente o resultado geral em 2 pontos percentuais (p.p.).

 

De acordo com a FecomercioSP, com o aumento do desemprego em decorrência da crise econômica brasileira, muitas pessoas perderam o acesso ao plano de saúde, fazendo com que a busca por serviços particulares aumentasse, e consequentemente, os preços cobrados. Por ser um tipo de serviço essencial, ou seja, independente do aumento dos preços, a população não tem como não utilizar ou adiar determinados procedimentos. No mesmo sentido, após um longo período de crise e desemprego, as pessoas tentam antecipar consultas e exames que necessitam enquanto ainda possuem convênio médico.

 

Segundo a FecomercioSP, a recuperação do setor serviços está atrelada à  melhora dos indicadores de emprego, renda, crédito, dentre outras variáveis determinantes do consumo. Portanto, não há desta forma expectativa de retomada do setor no curto e médio prazo.




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