Em vez de doar dinheiro para organizações que prestam ajuda, o casal Christopher e Regina Catrambone gastou metade de suas economias (aproximadamente US$ 7 milhões, ou cerca de R$ 27 milhões) para criar sua própria ONG e equipá-la com um barco para resgatar náufragos no mar.
Falando pelo telefone de Malta, onde a família vive e mantém a sede da organização, o casal conta que havia acabado de retornar de duas semanas no mar, acompanhando uma missão de resgate. Regina faz questão de estar a bordo atuando como ponte entre a equipe de técnicos, médicos e os refugiados resgatados.
Eles se conheceram em 2006, na Itália. Christopher tinha retornado ao país de seus avós após a devastação do furacão Katrina no sul dos Estados Unidos. "Ele morava e trabalhava no Caribe naquela época. Foi um choque para toda a região a passagem do furacão", diz Regina.
Em Malta, a família abriu uma empresa de seguros, assistência emergencial e inteligência, a Tangiers. Antes de criarem a Moas, Regina era o braço direito do marido no negócio da família, cuidando da parte financeira da empresa.
Desde o lançamento de suas operações, em agosto de 2014, a Moas resgatou cerca de 11 mil pessoas no Mediterrâneo. Atualmente, o custo de manter o Phoenix no mar supera 500 mil euros por mês.
Com o aumento da arrecadação de fundos, agora a Moas pensa em estender suas operações de busca e resgate no mar por mais tempo.
A organização também lançou uma campanha online para arrecadar fundos e comprar ao menos mais um barco. A iniciativa ganhou o nome de#PeoplesArmadas e busca levantar cerca de US$ 3 milhões.
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