A família da empresária Pamela Garcia Lopes Hanamoto, moradora na cidade de Tupã alugou dois helicópteros, para conseguir deixar a região devastada pelas chuvas em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. A viagem área precisou de um pouso de emergência devido ao tempo instável.
Eles estavam hospedados em um hotel no bairro Camburi, em São Sebastião, para passar o carnaval. A empresária estava na companhia do marido, da filha de 7 anos, dos pais e da sogra - os três já idosos.
Apesar de ter conseguido sair, junto com a família, de helicóptero, da região atingida pelas chuvas, a empresária lamenta pelas famílias que ficaram para trás.
“Queria poder trazer todo mundo. Muita gente procurando entes queridos no meio da confusão”, diz Pamela, que chegou a Tupã na madrugada da quarta-feira (22), após desembolsar R$ 15 mil por dois voos.
“Tentamos sair da cidade e não conseguíamos, encontramos muitas barreiras, muita lama, muita gente gritando, pessoas que conseguiram salvar seus animaizinhos e mais nada”, relatou a empresária.
De acordo com Pamela, após os estragos causados pelas chuvas, começou a haver um intenso fluxo de helicópteros na manhã de domingo (19) para a retirada de turistas e entrega de mantimentos
Antes de conseguir o resgate pelo valor de R$ 15 mil, a família recebeu propostas de voos por até R$ 40 mil, segundo Pamela.
O hotel em que eles estavam, um dos poucos lugares com eletricidade e internet, já estava sem água.
A família conseguiu negociar um voo por R$ 15 mil, à vista e contaram com a ajuda de amigos para realizar o pagamento na noite de segunda-feira (20).
O carro, como a maioria dos pertences da família, precisou ser deixado para trás e Pamela ainda não sabe como vai buscar o veículo.
Pouso forçado
Após embarcar os pais e a sogra, Pamela precisou esperar cerca de 25 minutos até a chegada de uma segunda aeronave.
“Começou um temporal muito feio, as ruas estavam totalmente alagadas e o desespero foi tomando conta. Aqueles helicópteros, quatro cinco no ar e três no chão, saía um, outro pousava”.
Mesmo com a tempestade, o helicóptero em que Pamela estava com a filha e o marido levantou voo: “A aeronave começou a rodar, rodar, rodar... estávamos sobre o mar, não avistava cidade nenhuma”, contou.
O voo para São Paulo que deveria levar cerca de meia hora já levava três horas quando foi necessário um pouso de emergência. “O piloto teve que pedir o auxílio de uma escola de aviação no meio do trajeto e pousamos no hangar deles."
Para Pamela, as imagens do desastre do ponto de vista aéreo são piores ainda do que ao nível do solo, onde parecia uma “cena de guerra mesmo, muito feia, as pessoas chorando muito, querendo sair dali e não conseguiam”.
(com informação G1)
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