
“Meu projeto é de um Centro Recreativo Inclusivo 'Unindo lazer e desenvolvimento'. É um local onde os deficientes possam ter aulas de artesanato, musicalização, teatro, dança, culinária, pintura, horticultura, recreação aquática e esportes. O projeto também foi pensado para que o deficiente tenha uma experiência sensorial, por isso inclui um jardim sensorial e uma sala com métodos terapêuticos chamada sala snoezelen. Eu quis usar a arquitetura como principal agente incentivador, usei varias formas geométricas pra estimular a imaginação e também as cores como apoio direcional”, conta.ELABORAÇÃO
Um detalhe importante do projeto é que Renan Ribeiro Fonseca, de 26 anos, estudante do Egydio Pedreschi, que possui uma deficiência intelectual, foi fundamental para a pesquisadora. Ambos se conhecem há, aproximadamente, 13 anos.
“Por conta da amizade, eu tive oportunidade de participar de uma feira desta escola e fiquei admirada com os trabalhos dos alunos. Como eu já estava fazendo o curso de Arquitetura, escolhi o tema do meu trabalho de conclusão de curso a partir disso. Além de ter como inspiração o Renan, também consegui incluir algo que eu gosto muito - as atividades”, explica.

Escola foi planejada para pessoas com necessidades especiais.
Para utilizar a escola de referência, a estudante realizou uma visita técnica a Ribeirão. “Precisava conhecer o espaço e o funcionamento. Também fiz uma entrevista com a Luciana, mãe do Renan, para saber o que estava faltando e o que eu podia melhorar”.
Luciana Mara Ribeiro Fonseca, de 46 anos, enaltece o trabalho de Luany e diz que a iniciativa representa o cuidado e a atenção a quem tem necessidades especiais. “Igual ao Egydio, não existe outro local, mas o projeto da Luany é ainda mais inovador”.
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