Uma estudante boliviana de 22 anos foi presa pela Polícia Rodoviária transportando mais de 16 quilos de skunk em um ônibus de passageiros abordado em Marília. A droga estava sendo levada em uma mala e a jovem confessou que iria receber R$ 8 mil pelo transporte.
Segundo a ocorrência, policiais do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) realizavam operação no pedágio da rodovia SP-333, na saída de Marília, quando fiscalizaram em um ônibus que fazia o itinerário Campo Grande – Belo Horizonte.
Eles perceberam o nervosismo excessivo de uma das passageiras. Ela tentou alegar que seguiria para Bauru para visitar a mãe e disse não possuir bagagem despachada, alegando carregar apenas uma bolsa com objetos pessoais.

No entanto, após conferência com o motorista do coletivo, os policiais descobriram que havia uma mala registrada em nome da passageira. Ao abrirem a bagagem, encontraram 30 pacotes de skunk escondidos dentro da mala, envoltos em um cobertor. Segundo a polícia, o entorpecente totalizou 16,4 quilos.
O skunk (ou skank) é popularmente conhecido como "supermaconha" devido à sua alta concentração de THC (tetra-hidrocanabinol), o principal componente psicoativo da planta.
Usada como "mula"
Ainda conforme a ocorrência, a estudante relatou que recebeu a mala pronta em Campo Grande/MS de um homem desconhecido próximo à rodoviária e que apenas faria o transporte da carga.
Ela afirmou ainda que receberia R$ 8 mil pelo serviço, ou seja, estava atuando como "mula", ou seja, contratada pelos traficantes para fazer o transporte do entorpecente.
Durante os procedimentos, a jovem relatou mal-estar e disse suspeitar de gravidez devido ao atraso menstrual, embora não tivesse realizado exame.
A droga foi apreendida e a suspeita encaminhada à Central de Polícia Judiciária, onde foi autuada em flagrante por tráfico de drogas. Segundo a polícia, o prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 164 mil.
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