Estagiário do INSS é preso pela PF em Marília suspeito de vender senhas do GOV.BR; entenda o esquema

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Acessos poderiam colocar dados e serviços dos cidadãos em risco.

Um estagiário que trabalhava em uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Marília, foi preso em flagrante pela Polícia Federal suspeito de participar de um esquema de emissão e venda irregular de senhas provisórias de acesso a contas do GOV.BR.

Segundo a investigação, estagiários estariam sendo aliciados por terceiros para fornecer essas senhas por apenas R$ 4 cada.

O suspeito preso teria inserido informações falsas nos sistemas internos do INSS para gerar as credenciais, sem que os respectivos cidadãos estivessem sendo atendidos na agência.

A fraude foi descoberta após uma auditoria interna identificar movimentações incompatíveis com o funcionamento normal da unidade.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu computadores do INSS e o celular do investigado. Os equipamentos passarão por perícia para identificar possíveis outros envolvidos e dimensionar as irregularidades.

ENTENDA: Como funcionava o esquema?

De acordo com a investigação, o procedimento envolvia três etapas:

1. Aliciamento de estagiários: terceiros estariam oferecendo R$ 4 por senha provisória emitida irregularmente.

2. Inserção de dados falsos: o investigado utilizaria sistemas internos da Previdência para gerar credenciais de acesso ao GOV.BR.

3. Emissão sem atendimento: as senhas eram criadas sem que houvesse atendimento efetivo aos titulares das contas.

A Polícia Federal ainda investiga quem recebia essas credenciais e qual seria sua utilização.

Como o INSS descobriu a fraude?

O próprio instituto identificou indícios de irregularidades ao analisar os registros de atendimento da agência de Marília. Uma auditoria apontou movimentações que não correspondiam ao fluxo normal de usuários. O acompanhamento posterior identificou a emissão de diversas senhas provisórias sem atendimento aos cidadãos.

A apuração contou com apoio da equipe de segurança cibernética e da área de inteligência da Previdência Social, que forneceram informações técnicas à Polícia Federal.

Por que uma senha do GOV.BR é tão importante?

A conta GOV.BR funciona como uma identidade digital, permitindo ao cidadão acessar diversos serviços públicos pela internet. Entre eles estão consultas previdenciárias, informações sobre benefícios, serviços relacionados ao Imposto de Renda e outras plataformas do governo federal.

Nas mãos de criminosos, o acesso indevido a uma conta pode facilitar golpes, exposição de dados pessoais e tentativas de fraude financeira. Entre os riscos possíveis estão o uso indevido de informações previdenciárias, tentativas de contratação fraudulenta de empréstimos e acesso a dados financeiros e fiscais.

A Polícia Federal ainda não confirmou a ocorrência desses golpes específicos no caso de Marília.

O que acontece agora?

A perícia nos computadores e no celular apreendidos deverá ajudar a identificar quem estaria comprando as senhas, quantas credenciais foram emitidas irregularmente e se houve prejuízos aos cidadãos ou aos cofres públicos.

A investigação também buscará esclarecer se outras pessoas participaram do esquema.

ENTENDA RÁPIDO:

  • Quem foi preso? Um estagiário de uma agência do INSS em Marília.
  • Qual era a suspeita? Emissão fraudulenta de senhas provisórias do GOV.BR.
  • Quanto custava cada senha? R$ 4, segundo os indícios apurados.
  • Como a fraude foi descoberta? Por meio de auditoria e monitoramento interno do INSS.
  • Há vítimas ou prejuízos confirmados? A Polícia Federal ainda está investigando a extensão das irregularidades.




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