Estado não tem como aumentar repasse à FAMEMA. Municípios devem fazer triagem

Secretário-adjunto da Saúde vem a Marília e discute crise no Hospital das Clínicas.
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O complexo FAMEMA (do qual fazem parte hospitais como o HC e o Materno-Infantil) não deve receber mais recursos do Estado, pelo menos a curto prazo. Para reduzir a pressão, as Prefeituras da região devem avaliar melhor o envio de pacientes para Marília. Essas foram algumas das inforrmações transmitidas pelo secretário-adjunto estadual, Wilson Modesto Polara, esteve esta semana em Marília. Ele se reuniu com lideranças da cidade e região para discutir a crise na instituição.

A primeira reunião para discutir a crise na FAMEMA foi em São Paulo.

Inicialmente, Polara se reuniu com prefeitos, representantes na área da saúde dos municípios da região e do Departamento Regional de Saúde de Marília. Depois, houve uma reunião com a diretoria do Complexo Famema - formado pelos hospitais de Clínicas, Materno Infantil e São Francisco, bem como pelo Centro de Especialidades “Mário Covas”, Centro de Reabilitação “Lucy Montoro”, Hemocentro, além da Faculdade de Medicina e Enfermagem de Marília.

REORGANIZAÇÃO - O secretário-adjunto lembrou que todo prefeito quer o município atendendo sua população com máxima qualidade. “Mas é preciso que cada cidade identifique a demanda e a condição de absorção dos prestadores. Quem mais faz, melhor exerce a atividade. Precisamos de uma reorganização. A meta é aproveitar os recursos com garantia de qualidade de atendimento ao paciente. Os pequenos municípios precisam se unir em consórcios para o atendimento especializado ou cirúrgico. A demanda básica tem de ocorrer nas próprias cidades ou gestores intermediários. Hoje, por exemplo, temos leitos vagos em hospitais menores porque os doentes foram trazidos para o Hospital de Clínicas. Com isso, faltam leitos, gerando a permanência de pacientes nos corredores”, afirmou Polara.

SEM DINHEIRO - Wilson Polara ressaltou que o credenciamento SUS (Sistema Único de Saúde) é decidido em reunião pelos gestores locais e regionais com autonomia para modificações pelo Estado. “Mais leitos, no entanto, não serão autorizados por falta de recursos suplementares. Desde que não haja necessidade de maior investimento, o credenciamento pode sofrer alteração”, explicou.

Sobre o Complexo Famema, o secretário-adjunto observou que o Estado tem algumas propostas, porém, no momento sem condição de mais recursos. “Todos os funcionários do Estado estão passando pela mesma situação, diante da recessão econômica e queda de arrecadação de impostos”, afirmou após receber um documento de reivindicação de reajuste salarial de uma comissão de funcionários.

Hélio Benetti durante a reunião na FAMEMA.

DESAFIO - O secretário municipal da Saúde de Marília, Hélio Benetti, ressaltou que o desafio para as prefeituras dos 62 municípios da região é grande, mas pelo menos há propostas visando modificações.

Além da parte salarial dos funcionários do Complexo, temos vários problemas técnicos para o atendimento de pacientes como equipamento de Ressonância Magnética – que está quebrado desde o início de março no Hospital de Clínicas, não realização de exames de imagens, redução de cirurgias eletivas, além da necessidade de mais profissionais. Dou como exemplo a contratação de apenas cinco médicos anestesistas para 17 centros cirúrgicos no HC, bem como leitos já prontos, mas sem profissionais contratados para o atendimento e utilização”, destacou.   

Hélio lembrou que, em Marília, os pacientes acabam atendidos em outras unidades hospitalares com custos para o município. “Isso está sobrecarregando os cofres públicos. Estamos então reivindicando que o orçamento da demanda pactuada, mas sem execução do serviço pelo Estado, seja repassado à Prefeitura para que possa contratar o atendimento de outros prestadores de serviços. Com isso, a população mariliense será atendida a contento sem sobrecarga das finanças municipais. A proposta prevê um debate entre gestores, prefeitos, secretários de saúde e os hospitais. O Complexo Famema precisa ser aliviado, as cirurgias eletivas necessitam voltar a acontecer e os hospitais de porte, como Universitário e Santa Casa, devem ser contratados com o devido investimento por paciente. A discussão será intensa para se buscar melhorias na práticas”, disse Benetti.







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