Espetáculo Okama será apresentado em Marília. Une Teatro, memória e afeto

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Misturando memória, ficção e fabulação, o ator e performer Gabriel Saito apresenta OKAMA, solo autoral que mergulha na história da imigração japonesa no Brasil a partir de sua vivência como artista nipo-brasileiro.

O espetáculo gratuito, que faz uma circulação pelo Estado de São Paulo, estreia em Marília com sessão neste sábado (dia 7), sábado, 20h, no Teatro Municipal Waldir Silveira Mello. No domingo, 8 de fevereiro, das 10h às 18h, acontece a oficina Memória e Fabulação com inscrição gratuita e ajuda de custo para os participantes.

Sob direção de Miwa Yanagizawa, o espetáculo propõe uma experiência sensorial e simbólica, evocando elementos da cultura nipônica para dar forma à história de uma “bicha-mestiça-amarela” em busca de reconexão com suas raízes. 

Okama e o homossexualismo

O título da peça, okama (termo pejorativo em japonês usado para se referir a homens homossexuais) é ressignificado por Gabriel Saito como ponto de partida para investigar violências históricas e afetivas sofridas por corpos racializados e dissidentes.

A partir de uma linguagem cênica híbrida, o artista costura memórias pessoais, tradições asiáticas e referências do teatro e da dança Kabuki, onde, historicamente, eram comuns relações homoafetivas entre atores e samurais. 


Ao visitar a ancestralidade com afeto e radicalidade, OKAMA atravessa temas como identidade, luto, migração e apagamento, transformando o palco em território de reinvenção.






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