Erros ao declarar as deduções podem levar o contribuinte para malha fina

É preciso ficar atento aos números, pois limites para benefícios dedutíveis tiveram reajuste abaixo da inflação
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O clima de animação do carnaval pode ter invadido o país, mas a contagem regressiva para o início do prazo da entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2016 já começou.

Para não atrapalhar o ziriguidum e evitar a água no chope dos foliões, é importante ficar atento na hora de lançar os gastos com despesas que podem ser deduzidas, como com dependentes, com saúde, com educação, com empregado doméstico e com a Previdência. Erros de digitação e falta de documentação são frequentes nesses casos e podem levar o contribuinte diretamente para as garras da malha fina.

A partir de 1º de março, o leão passa a receber a Declaração de Ajuste Anual de 2016, referente ao ano-calendário de 2015. O último dia é 29 de abril. Quem não prestar contas com o fisco até essa data estará sujeito a multa de 1% ao mês sobre o imposto devido, sendo que o valor mínimo é de R$ 165,74.

Especialistas lembram que, no caso das deduções, um erro de digitação, a omissão de dados ou a falta de comprovantes podem resultar em multas muito maiores. É preciso ter cuidado, pois, quando há desconfiança da Receita de fraude intencional, com o uso de recibos falsificados de médicos e de dentistas, por exemplo, a multa pode chegar a 150% do imposto devido.

Poucas mudanças - A lista de despesas que podem ser deduzidas neste ano não mudou e inclui gastos com saúde, educação, dependentes e contribuição social para empregado doméstico. No entanto, a correção dos valores dos limites dedutíveis ficou muito abaixo da inflação oficial, de 10,67% no acumulado em 12 meses no ano passado, e medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Até o desconto simplificado, para quem não precisar listar as deduções, foi corrigido abaixo do IPCA.

Pesquisas recentes revelam que o brasileiro trabalha 151 dias do ano apenas para pagar imposto. No entanto, a compensação que o fisco concede para despesas que o contribuinte tem com serviços que o governo deveria prestar com mais qualidade, como a educação, é muito baixa.





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