Uma entidade que representa os policiais militares e bombeiros do Estado do Rio divulgou nesta quarta-feira, 28, carta aberta em que recomenda à Prefeitura do Rio que cancele esse evento e as outras nove festas organizadas pelo município para comemorar a chegada de 2017.
Para justificar a recomendação, a entidade - que reúne cerca de 200 oficiais, entre policiais militares e bombeiros - também cita "a grave crise política e financeira" do Estado do Rio e afirma que essa crise tem causado "sérios prejuízos financeiros aos servidores públicos e militares, inativos e pensionistas" e que "tal situação se arrasta há um ano e tem gerado inúmeros protestos contra a administração estadual, com reflexos na segurança pública". Segundo a entidade, "a possibilidade de ocorrência desses protestos durante os festejos do Réveillon" pode ter "dimensão e alcance incalculáveis", hipótese "factível (...) pelas ocorrências verificadas anteriormente antes e durante a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016".
A Prefeitura do Rio informou que não vai se pronunciar sobre a recomendação da Aomai.
A festa em Copacabana terá shows musicais a partir das 18 horas de sábado (31), com atrações como Léo Jaime, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, e um show de fogos de artifício com duração de 12 minutos, a partir da meia-noite do dia 31. A Prefeitura gastou cerca de R$ 5 milhões com o evento.
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