A enfermeira responsável técnica do funeral que identificou os sinais vitais no idoso de 88 anos, dado como morto em um hospital de Presidente Bernardes (região de Presidente Prudente), afirmou ter levado um "susto inédito", mas a equipe agiu imediatamente.
O caso ocorreu neste fim de semana quando a vítima, Juraci Rosa Alves, morador de Emilianópolis, foi encaminhado à funerária em Presidente Prudente após ter o óbito declarado por uma médica da Santa Casa de Presidente Bernardes.
De acordo com a enfermeira Jacqueline Brogiato (foto), os agentes funerários realizavam o procedimento de rotina quando perceberam um movimento incomum na região abdominal do idoso.
A enfermeira foi acionada e foi ao local com equipamentos para verificação dos sinais vitais e, após avaliar o paciente, constatou que ele estava vivo:
"A princípio, quando a gente percebeu que havia sinais vitais, a gente só pensou em salvar. Então, eu fiz o primeiro atendimento, tentando liberar as vias aéreas até o 192 chegar. E foi tudo muito rápido, quando chegou, veio o médico, que já começou o procedimento de sedar, intubar, para poder levar até a unidade de saúde".
O idoso foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), intubado e em estado grave. A enfermeira classificou a situação como inédita em sua carreira.
Entenda o caso
O idoso havia sido socorrido o sábado (16), à Santa Casa de Presidente Bernardes. No local, a médica de plantão declarou o óbito por "insuficiência respiratória".
Diante da situação, uma funerária foi acionada e a vítima foi levada para Presidente Prudente para os procedimentos de praxe. No entanto, no momento em que o corpo estava sendo preparado, os funcionários da funerária notaram que o homem apresentava sinais vitais (estava se mexendo e respirando).
A Polícia Civil foi informada do ocorrido e registrou o caso como “omissão de socorro” e vai apurar os fatos apreendendo a via da declaração de óbito da vítima foi apreendida. O nome da profissional que atestou o óbito não foi divulgado pela polícia. Com informações do G-1.
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