O Corpo de Bombeiros de Rio Branco registrou que houve uma cheia de 17,92 metros no Rio Acre. Apenas na capital, Rio Branco, 75 mil pessoas foram atingidas. A cheia superiou a marca histórica, de 1997, quando o rio subiu 17,66 metros.
São 6 mil pessoas alojadas em abrigos montados pelo governo e várias famílias esperando uma vaga. Segundo moradores, encurralados pela água, animais morrem e ladrões invadem as casas alagadas e abandonadas para roubar os poucos pertences que não foram destruídos.
"Aumentou a onda de assaltos. Tive relatos de cinco invasões de casas na periferia. Animais morrendo, gritando por socorro nas áreas alagadas. Isso é chocante. Fora a desolação no semblante das pessoas”, descreveu Irineida Nobre, moradora de Rio Branco
Com sua casa atingida, ela teve que se mudar para o apartamento de uma amiga. Ao seu redor, Irineida vê o desespero tomando conta da cidade. Também com a casa tomada pela água, uma amiga cogita se arriscar para salvar algum pertence. “A gente está tentando fazer com que ela não volte lá. No auge do desespero ela quer entrar, ver o que consegue salvar”.
Três pontes que ligam as duas partes da capital do Estado estão interditadas. Duas delas por questões de segurança e a terceira por moradores que, com suas casas inundadas, exigem vagas em abrigos. Apenas uma ponte, em uma área mais afastada, está livre para circulação. Com isso, longos congestionamentos são registrados no local.
Em seu site oficial, o governo do Acre informa como as pessoas podem ajudar os desabrigados. “Se vissem as imagens do que a gente está vivendo, muita gente ia se mobilizar para doar, para ajudar de alguma maneira as vítimas. A gente não está nem na metade do sofrimento que essa enchente vai causar, porque as águas ainda estão subindo”, diz, com voz embargada.
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