Depois de dois anos da maior recessão da história, a economia brasileira ganhou fôlego diante das reformas econômicas e o País voltou a crescer. No primeiro trimestre de 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
No primeiro trimestre de 2017, o resultado para o PIB foi influenciado, principalmente, pelo expressivo resultado do setor agrícola. De janeiro a março, a agricultura cresceu 13,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, em função da supersafra deste ano.
O desempenho veio acima do esperado tanto pela equipe econômica quanto pelos analistas do mercado financeiro, em uma demonstração da melhora dos indicadores econômicos em meio a um cenário de queda nos juros e na inflação. Para este ano, a projeção aponta para o primeiro crescimento do PIB desde 2014, a uma taxa de 0,5%.
Consumo - Com a queda de juros e da inflação, o consumo das famílias continuou em queda, mas apresentou melhora ao sair de um recuo de 0,5% no último trimestre de 2016 para um resultado negativo de 0,1% no primeiro trimestre deste ano.
No acumulado dos últimos quatro trimestres, o consumo das famílias também apresentou recuperação. As despesas das famílias saíram de um resultado negativo de 4,2% para um recuo de 3,3% de janeiro a março de 2017.
Falso positivo - Em entrevista, a economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, Silvia Matos, diz há risco de novo ano de recessão e que teme políticas intervencionistas para apressar crescimento.
"Não posso afirmar isso. Olhando os resultados, vemos que a economia está mostrando alguma recuperação. Mas dependeu muito de um setor que é a agropecuária (crescimento de 13,4%, o maior em 21 anos). Quando tiramos esse setor da economia, considerando indústria e serviços, os que mais pesam, o PIB fica estagnado. Parece um falso positivo. É claro que estamos melhor que no fim do ano passado, quando houve queda de 0,5%. É como se saíssemos de uma recessão severa, de números bem negativos, e entrássemos numa estagnação. Recessões longas são muito instáveis, com muito vai e vem. Agora deu um respiro, que pode levar à saída da recessão, como estava previsto antes. Mas o cenário político pode abortar essa recuperação", afirmou a economista em entrevista à Revista Época.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288







