Depois de 15 meses em queda, a economia brasileira apresentou uma leve recuperação em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) do quarto mês deste ano, conhecido como a "prévia do PIB", teve alta de 0,03% ante março, com ajuste sazonal. Em março, havia registrado baixa de 0,36% - também na margem, com ajuste.
O desempenho positivo da região Sul do país foi determinante para a elevação, o índice da região avançou 3,43% no período, sendo o sexto mês seguido de alta. Mesmo com a interrupção da trajetória de retração, o índice atingiu em abril o patamar de 134,45 pontos, o pior resultado para o mês desde 2009. Naquele momento, pela série livre de influências sazonais, o dado ficou em 123,62 pontos.
A desaceleração do ritmo de queda da atividade econômica em abril, apontada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), é mais um sinal de que a economia pode ter parado de piorar, após chegar ao fundo do poço. Segundo economistas, agora, a maior preocupação é com a velocidade da saída desse poço.
Mas, os economistas sugerem cautela antes de se pensar em recuperação da economia. A inflação pressionada e a tendência de alta no desemprego (e queda na renda) seguirão derrubando o consumo das famílias, enquanto o movimento de estabilização da queda da atividade está sendo puxado pela indústria da transformação.
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