Residência escondia milhares de porções de drogas prontas para comercialização
Uma investigação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Marília terminou com a prisão em flagrante de um homem de 44 anos acusado de tráfico de drogas na zona sul da cidade. Além de comercializar entorpecentes em um conhecido ponto do Parque das Azaleias, ele mantinha uma espécie de "estoque" em casa, onde os policiais encontraram milhares de porções prontas para venda.
O detalhe que mais chamou a atenção durante a apreensão foi a localização de dois tijolos de maconha embalados com adesivos que fazem referência aos narcotraficantes Pablo Escobar e Joaquín "El Chapo" Guzmán, figuras conhecidas mundialmente pelo comando de cartéis de drogas na Colômbia e no México.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apontava que o suspeito utilizava um ponto de venda no final de uma rua do bairro, mas mantinha o restante do entorpecente armazenado em sua residência. Ele foi flagrado por parte do entorpecente, mas o foco principal era mesmo a residência do homem.
Lotada de drogas...
Na cozinha foram encontradas 40 porções de maconha já embaladas para venda. Em um dos quartos, dentro de uma mala, estavam dois tijolos de maconha com os adesivos de Pablo Escobar e Joaquín Guzmán.
Os policiais também localizaram caixas contendo milhares de porções já preparadas para comercialização, entre elas aproximadamente 3.380 microtubos de cocaína, mais de 600 microtubos de crack e outras porções de maconha.
O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas e permaneceu detido na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília. A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
O que significa o selo de Pablo Escobar?

Embora possa chamar a atenção, a presença de imagens ou nomes de traficantes famosos em tabletes de drogas não indica ligação direta com antigos cartéis colombianos ou mexicanos.
Segundo especialistas em segurança pública, essas marcas costumam funcionar como uma espécie de identificação utilizada por organizações criminosas para distinguir lotes, indicar a procedência da carga ou até transmitir a ideia de um produto de maior "qualidade" dentro do mercado ilegal.
O uso da imagem de Pablo Escobar, por exemplo, acabou se tornando um símbolo conhecido no narcotráfico internacional, sendo reproduzido por diferentes grupos criminosos sem qualquer relação direta com o antigo Cartel de Medellín.
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