Vídeo mostra educadora discutindo de forma exaltada com estudantes do ensino fundamental; Polícia Civil apura possível crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente
Uma professora de 46 anos está sendo investigada pela Polícia Civil após protagonizar uma discussão acalorada com alunos de uma escola estadual de Duartina, na região de Bauru, por causa do resultado das eleições presidenciais. O episódio ocorreu na manhã desta terça-feira (27), durante uma aula de Artes.
Segundo o boletim de ocorrência, o episódio aconteceu numa Escola Estadual, durante uma aula para estudantes do 6º ano do ensino fundamental. Durante determinado momento, começou a discussão sobre eleições, envolvendo dois alunos (entre 11 e 13 anos, segundo a polícia) e a professora.
Outros colegas de sala de aula acompanham a discussão e também se manifestam, alguns em apoio a Flávio Bolsonaro e outros ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva.
A professora chega apontar o dedo para o aluno durante a discussão.
O Visão Notícias teve acesso ao vídeo, com mais de três minutos de duração, que mostra a professora discutindo de maneira ríspida com um estudante, chegando a apontar o dedo para ele. O garoto ainda tenta argumentar ao defender defendendo Flávio Bolsonaro aumentando ainda mais o clima de tensão na sala.
Mesmo percebendo que estava sendo gravada, a educadora continua a discussão. Por envolver crianças, o Visão Notícias decidiu não divulgar as imagens, preservando a identidade dos estudantes.
Polícia Civil investiga o caso
Após tomar conhecimento da gravação, que passou a circular nas redes sociais, a Polícia Civil enviou uma equipe à escola para apurar os fatos.
A direção confirmou a ocorrência da discussão e informou aos investigadores que já estava adotando providências administrativas em relação ao episódio.
O caso foi registrado para apuração de possível prática do crime de submeter criança ou adolescente a vexame ou constrangimento, previsto no artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de seis meses a dois anos de detenção.
A ocorrência também deverá ser encaminhada à Justiça e à Diretoria Regional de Ensino de Bauru. A investigação ainda deverá esclarecer as circunstâncias da discussão e a eventual responsabilidade da professora.
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