DIG esclarece trama armada por casal para envenenar família em Marília

Objetivo dos acusados era eliminar toda família, mas apenas criança de 2 anos comeu bombom com veneno, mas sobreviveu
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Após um ano de investigação, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Marília esclareceu um caso que poderia ser "digno" de um filme policial, mas que perigosamente era realidade e por muito pouco não se transformou em tragédia, com a morte de uma criança de apenas dois anos. Ela e os pais deveriam ter morrido por envenenamento, segundo plano arquitetado por um casal. Eles tiveram prisão preventida decretada e o homem já está preso por outro crime.

Delegado Valdir Tramontini: caso esclarecido.

De acordo com o delegado Valdir Tramontini, o casal acusado pelo crime, P. A., conhecido como “Breda”, de 26 anos, e sua amásia, P. O. (23 anos), em virtude de um desentendimento anterior com as vítimas, compraram  duas rosas e, no caule de cada uma delas, amarraram com um laço, um bombom envenenado e um cartão.

O caso ocorreu em agosto do ano passado e foi divulgado pelo Visão Notícias (reveja a matéria, clicando AQUI). Na época, o pai e a mãe, que estavam em locais diferentes, receberam botões de rosas, tendo sido amarrado com laços bombons e cartões, colocando como remetentes os respectivos nomes.

O plano era para que ambos comessem os bombons que estavam com raticida. E foi tão bem arquitetado que dois mototaxistas foram contratados para fazerem as entregas, como forma que também não suspeitassem de dana.

DETALHE DA SALVAÇÃO - Tudo caminhada "bem" para o casal criminoso se não fosse por um detalhe que fez toda diferença. O marido, ao receber a rosa, achou estranho que o nome da sua esposa estava escrito errado, ou seja, a última vogal havia sido trocada (“a” por “e”), motivo pelo qual não consumiu o bombom recebido.

Já a sua esposa, que estava grávida na época dos fatos, de nada estranhou, mas não consumiu o bombom de imediato, deixando-o de lado. O pior aconteceu com sua filha de dois anos que achou o bombom e o comeu. A criança começou a passar mal e só não morreu porque foi levada imediatamente ao atendimento médico que constatou o envenenamento.

PENA - Em nota, o delegado Valdir Tramontini explicou que "os crimes foram cometidos por motivo torpe, e com emprego de veneno, o que os qualifica, equiparando-os a hediondo (pena de 12 a 30 anos de reclusão, para cada um dos casos, com redução de 1/2 a 2/3).

O complexo inquérito policial instaurado por esta delegacia, foi concluído recentemente, ocasião em que se representou pela prisão preventiva dos dois autores, os quais foram denunciados pelo Ministério Público, que concordou a representação ofertada, porém, embora tivesse havido o recebimento da denúncia, o pedido de prisão foi judicialmente negado, observando-se que Paulo se encontra preso, por crime de roubo, anteriormente praticado".







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