Pacientes com diabetes em Marília estão enfrentando dificuldades para conseguir remédios e materiais de apoio para o tratamento da doença que são fornecidos pelo
Governo do Estado. Mesmo com ordem judicial eles não estão conseguindo o acesso a quantidade necessária do medicamento. O Estado admite o problema, mas diz que está "agilizando" a licitação para compra de novas remessas.
É o caso da administradora Valéria de Batista Narimatso que luta contra o diabetes há 24 anos, juntamente com sua filha, hoje com 10 anos (descobriu a doença aos 6 anos de idade). Valéria utiliza um kit para o tratamento (conhecido como "bomba de insulina") que facilita a aplicação da dosagem.
Valéria e a filha dependem da insulina: sem estoque.
Como esse medicamento não faz parte da Relação Nacional de Medicamentos (Rename), definida pelo Ministério da Saúde para distribuição gratuita em todo o país, Valéria entrou na justiça e obteve liminar para que o Estado forneça a insulina. Mesmo com essa ordem judicial, o acesso não tem sido fácil. Desta vez, por exemplo, o seu estoque só dá para até amanhã (sexta-feira).
SEM ESTOQUE - Valéria deveria ter acesso a quantidade de medicamento na DRS (Diretoria Regional de Saúde) a cada 30 dias. Mas, já houve caso em que teve de pedir emprestado para outros pacientes já que ela e a filha não podem ficar sem a insulina.
Ela afirma que existem vários outros pacientes na mesma situação em Marília. Em uma rede social eles se comunicam com outros pacientes. Existe uma ajuda mútua entre os integrantes para tentar evitar que o tratamento seja prejudicado.
OUTRO LADO - A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde divulgou uma nota oficial onde admite o problema, mas que está buscando uma solução:
"O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Marília esclarece que as insulinas em questão não fazem parte da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) definida pelo Ministério da Saúde para distribuição gratuita em todo o país.
Em todos os casos de fornecimento por meio de decisões judiciais, a pasta inicia o processo de compra tão logo recebe a notificação. Entretanto, obrigatoriamente a pasta precisa seguir a Lei das Licitações para aquisição de medicamentos, materiais e insumos.
Em relação ao caso da paciente Valéria de Batista Narimatso, o medicamento está em processo de compra e o DRS vai cobrar os fornecedores para que entreguem os produtos o quanto antes".
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