Dezembro Verde acende alerta sobre abandono de animais no fim de ano

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Campanha combate aumento de casos em período de viagens, quando tutores deixam pets em abrigos com justificativas questionáveis.

Para a maioria das famílias brasileiras, o mês de dezembro é tempo de planejar a ceia, comprar presentes e organizar as viagens de férias. Mas, nos bastidores de clínicas veterinárias e abrigos, o clima é de apreensão. É neste mês que ocorre a campanha Dezembro Verde, um movimento de conscientização criado justamente porque, estatisticamente, é também tempo de adeus forçado para milhares de cães e gatos.

Enquanto milhões de brasileiros se preparam para o Natal e as férias, a vida de incontáveis pets se torna um problema: "não tem com quem deixar", "não tem espaço", "não tem tempo", "fica muito caro". O pet, que viveu anos como membro da família, vira despesa e peso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 30 milhões de animais estejam hoje largados nas ruas brasileiras, um número chocante para o terceiro maior mercado pet do mundo. Segundo estimativas de ONGs e órgãos de controle, o abandono de cães e gatos chega a crescer até 70% nesta época do ano no Brasil.

Abandono é crime!

Abandonar um animal, além de cruel, é crime, com as consequências previstas pela Lei Sansão, que completou cinco anos em 29 de setembro de 2025. A pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda.

O abandono não é apenas um ato condenável; é tipificado como maus-tratos. O animal abandonado à própria sorte está sujeito a fome, sede, atropelamentos e doenças, configurando sofrimento físico e mental intencional causado pelo tutor.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) classifica o abandono como uma das formas mais cruéis de violência, derrubando o mito de que “soltar na rua para alguém pegar” é uma alternativa válida.

Pense bem antes de presentear!


O Dezembro Verde é um lembrete urgente sobre a importância da adoção responsável. Dar um pet de presente sem essa conscientização é uma das grandes portas giratórias para o abandono.

É fundamental avaliar se há estrutura, tempo, rotina, condição financeira e estabilidade emocional para cuidar de um animal por 10, 15 ou 20 anos.


Os especialistas observam que as pessoas precisam ter consciência de que, a partir do momento que adotam, o animal é responsabilidade delas até o último dia de vida. Eles comparam como doar o próprio filho:

Se eu precisar me mudar e não encontrar uma casa que aceita criança, eu vou doar o meu filho? Não, é impossível pensar nisso. Você criou um compromisso com essa vida. O animal sente a dor da separação e pode morrer por isso.





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