Despachante é alvo de novas denúncias em Marília; polícia registra nove casos de golpes nas últimas horas

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Três clientes relatam pagamentos que somam R$ 11,2 mil por serviços não concluídos; outros registros envolvem golpes, uso indevido de dados e desvio de dinheiro em loja.

Um despachante da região central de Marília foi alvo de três novos boletins de ocorrência de clientes que afirmam ter pago por serviços de regularização de veículos que não foram concluídos. Os relatos integram nove registros de suspeita de estelionato feitos nas últimas horas, envolvendo também aposentados, golpes por telefone e possíveis desvios em um estabelecimento comercial.

Nas três denúncias contra o despachante, os pagamentos somam R$ 11.248. Outros casos semelhantes envolvendo o estabelecimento já haviam sido registrados anteriormente.

Um motorista de 37 anos relatou ter pago R$ 4.188, parcelados no cartão de crédito. Segundo ele, ao cobrar o serviço, recebeu justificativas como problemas no sistema, mudança de endereço e dificuldades financeiras do responsável.

Outro cliente, aposentado de 53 anos, informou pagamentos de R$ 2.700 pela regularização do veículo e mais R$ 1.180 para uma placa Mercosul. Ele afirmou que os serviços não foram concluídos nem os valores devolvidos.

Já um motorista de aplicativo de 28 anos declarou ter transferido R$ 3.180 via Pix para regularizar débitos e a transferência de um automóvel. O prazo inicial seria de aproximadamente duas semanas, mas, segundo a vítima, o responsável passou a apresentar sucessivas justificativas para a demora.

Gerente preso por suspeita de desviar pagamentos

Em uma loja do Centro, um gerente de 39 anos foi preso em flagrante por estelionato, após a empresa identificar pagamentos de clientes direcionados à conta particular dele.

Três transferências apontadas nos registros somam R$ 3.747. A empresa também relatou divergências no caixa e possível uso irregular de créditos de consumidores. Segundo o registro policial, o funcionário admitiu ter recebido valores em conta própria para quitar dívidas pessoais. A extensão do prejuízo ainda depende de auditoria.

Falso advogado e falsa central bancária

No bairro Paulo Corrêa de Lara, um homem de 53 anos relatou prejuízo de R$ 4 mil no golpe do falso advogado. Os criminosos usaram a foto do profissional e informações de um processo para prometer a liberação de aproximadamente R$ 529 mil, condicionada ao pagamento de uma suposta taxa.

No Palmital, um mecânico de 53 anos recebeu uma ligação de um falso funcionário bancário, que alegou clonagem do cartão e o induziu a inserir senhas no aplicativo.

Depois, a vítima identificou uma compra não reconhecida de R$ 4.500. Uma tentativa de empréstimo de cerca de R$ 30 mil não foi concluída.

Aposentados relatam uso de cartão e falso prêmio

Um aposentado de 69 anos informou que, após perder o cartão bancário no Centro, foram realizadas quatro compras por aproximação, totalizando aproximadamente R$ 390. Ele providenciou o bloqueio ao perceber as movimentações.

No Núcleo Habitacional Aniz Badra, uma aposentada de 64 anos recebeu uma chamada pelo WhatsApp com a promessa de um prêmio de R$ 3 mil. O interlocutor solicitou dados pessoais e orientou acessos ao aplicativo bancário. Desconfiada, ela alterou a senha e procurou o banco. Até o registro, não havia movimentação indevida ou prejuízo financeiro constatado.

Cadastro não reconhecido gera negativação

No distrito de Lácio, um pedreiro de 32 anos descobriu uma dívida de aproximadamente R$ 823 vinculada a um serviço de pagamento de pedágios que afirma nunca ter contratado.

Segundo ele, o cadastro continha endereço, telefone, veículo e cartão de crédito que não lhe pertencem. A cobrança resultou na inclusão de seu nome nos cadastros de inadimplentes.









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