Desempregado acha que o preço da carne está caro e decide furtá-la em Marília; veja o desfecho deste caso

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Um desempregado de 42 anos foi detido pela Polícia Militar após furtar uma peça de carne avaliada em aproximadamente R$ 75 de um supermercado atacadista na zona sul de Marília. Ao ser abordado, ele admitiu o furto e apresentou uma justificativa curiosa: disse que o preço da carne "estava muito alto" e que havia levado o produto para se alimentar.

O caso aconteceu em um estabelecimento localizado no Parque Industrial. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares faziam patrulhamento quando foram procurados por uma pessoa que relatou o furto e apontou o suspeito, que caminhava pelas proximidades.

O homem foi localizado sobre um viaduto da Rodovia Transbrasiliana. Durante a revista, os policiais encontraram presa à cintura dele uma embalagem de um quilo de jerked beef, carne bovina curada e dessecada. Ele foi conduzido à Central de Polícia Judiciária, onde o caso teve um desfecho diferente do habitual.

Delegado considerou possível furto famélico

Ao analisar a ocorrência, a autoridade policial considerou que a tentativa de subtração de uma pequena quantidade de alimento, supostamente destinada à subsistência, poderia se enquadrar no chamado furto famélico.

Esse entendimento pode ser aplicado quando alguém furta alimento diante de uma situação concreta de necessidade inevitável, hipótese que, se comprovada, pode caracterizar estado de necessidade previsto no artigo 24 do Código Penal.

Diante das circunstâncias, o delegado determinou o registro da ocorrência como tentativa de furto, sem formalizar a prisão em flagrante. O desempregado, que já tinha antecedentes por este mesmo tipo de delito, foi liberado, e a peça de carne recuperada pelos policiais foi devolvida ao estabelecimento.









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