Família de criança de 10 anos criou uma farsa e alegou que menino era soropositivo e tinha câncer para arrecadar doações nas redes sociais.
Uma campanha de solidariedade que arrecadou dinheiro para tratar da saúde de um menino de 10 anos, em Ananindeua, na Grande Belém, virou caso de polícia. Um inquérito de investigação foi aberto diante de indícios de crime de estelionato. A mãe e a avó da criança, que à época da campanha alegaram que o garoto era soropositivo e tinha um câncer nos olhos, são suspeitas de inventar as doenças para comover voluntários a doarem verbas à família.
Segundo a versão divulgada para a campanha, o menino tinha HIV desde o nascimento, era criado pela avó e sua mãe havia morrido logo após o parto. E há cerca de seis meses, o garoto havia sido diagnosticado com câncer nos olhos. Com a história, as mulheres mobilizaram pessoas e instituições.
Depois de denúncias, Patrícia Correa Gonzaga, 28 anos, mãe do menino, e Mérice Gonzaga dos Santos, 64 anos, avó materna, foram conduzidas até a Delegacia para prestarem depoimentos sobre o caso. Elas confirmaram o golpe e o menino está sob os cuidados do Conselho Tutelar.
O menino vivia o tempo todo com uma venda nas vistas para convencer as pessoas de que tinha câncer nos olhos, mas tudo era farsa. A criança não tem qualquer problema de saúde.
Estima-se que a campanha tenha arrecado cerca de R$ 3 mil. O delegado ouviu as duas mulheres, que em seguida foram liberadas, e abriu inquérito policial.
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