Calor, chuva, água parada principalmente em recipientes. Estes são alguns dos fatores que mais favorecem a proliferação do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti). Em Marília, a Secretaria da Saúde vai iniciar um levantamento para identificar qual a situação na cidade. Motivos não faltam: no ano passado, 37 pessoas morreram por causa da doença (55% a mais do que em 2024), colocando a cidade entre as que mais tiveram casos em 2025. Os casos confirmados da doença cresceram mais de 40% (veja abaixo).
O primeiro levantamento de 2026 de focos de dengue (LIRAa - Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) vai começar na próxima segunda-feira e envolverá 130 agentes de saúde, entre comunitários, de controle de endemias e de zoonoses, e acontecerá num total de 535 quarteirões de todas as regiões da cidade. O trabalho deve ser feito em duas semanas e o resultado será divulgado até o final do mês.
Uma das preocupações dos agentes é quanto a recipientes que acumulem água.
O LIRAa é um método de pesquisa que visa identificar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya em áreas urbanas, sendo realizado por meio de inspeção dos imóveis, com coleta de amostras de larvas em recipientes com água parada, e análise para calcular o Índice Predial (IP) e o Índice Breteau (IB).
A supervisora da Divisão de Zoonoses, Talita Rodrigues, procura sensibilizar os moradores a serem parceiros, retirando qualquer recipiente que acumule água:
“Principalmente nesse período de chuva é fundamental a população ficar atenta a qualquer recipiente com água parada, que vira criadouro do mosquito Aedes aegypti. O morador deve ficar atento e eliminar tudo que possa acumular água.”
Doença preocupa em Marília
Comparativo do número de casos de dengue/óbitos em Marília nos anos de 2025 e 2024.
A Preocupação da secretaria Municipal da Saúde é conscientizar a população sobre a importância de combater a dengue, a começar por não manter qualquer recipiente que acumule água, já que podem se tornar focos de larvas e posteriormente dos mosquitos adultos do Aedes aegypti.
De acordo com levantamento oficial da Secretaria Estadual da Saúde, no ano passado Marília registrou um total de 14.761 casos confirmados de dengue e 37 mortes.
Se comparado com 2024, esses números dispararam: 10.378 casos (42% a mais) e 24 óbitos (crescimento de 55%), colocando a cidade entre as que mais preocupam no Estado.
Já na primeira semana de 2026 a Secretaria Estadual da Saúde não registrou nenhum caso confirmado da doença. Até agora, foram 18 casos suspeitos e três descartados.
Com esse crescimento de mortes, a região de Marília foi a quarta no Estado em óbitos: Região metropolitana de Campinas (150 óbitos); São José do Rio Preto (74 óbitos); Sorocaba (64 óbitos); e Marília (50 óbitos). Já a região de Assis registrou 26 óbitos; e Bauru, 21 óbitos.
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