A Delegacia Seccional de Polícia de Marília encaminhou nesta semana à Justiça o inquérito que apura uma denúncia de importunação sexual envolvendo um vereador da cidade de Iacri. A informação foi confirmada pelo delegado seccional de Marília, Wilson Frazão. O caso deve seguir em segredo de justiça.
Segundo as informações relacionadas à ocorrência, a vítima é uma mulher moradora de Tupã, trabalha em Marília e utilizava transporte disponibilizado pelo município de Iacri para fazer o deslocamento entre as cidades.
Em algumas ocasiões, ela permanecia em uma casa de apoio destinada a pacientes de Iacri em Marília. A denúncia aponta que o suposto episódio de importunação sexual teria ocorrido durante uma dessas permanências. O investigado, além de exercer mandato de vereador, também é servidor público municipal em Iacri (atua como motorista).
Caso tem repercussão na região
A denúncia ganhou repercussão regional e provocou questionamentos sobre eventuais providências administrativas e possíveis medidas no âmbito da Câmara Municipal.
Anteriormente, a Prefeitura de Iacri informou que não havia sido oficialmente notificada sobre procedimento envolvendo o servidor. Um integrante do Legislativo também declarou que, caso a Câmara recebesse comunicação oficial, seriam analisadas as providências cabíveis.
O vereador nega as acusações. Em manifestação pública, afirmou ter sido surpreendido por informações que classificou como falsas e informou que seus advogados estariam adotando medidas judiciais nas esferas criminal e cível relacionadas às publicações sobre o caso.
Com a conclusão da investigação policial, caberá agora à Justiça e aos demais órgãos competentes analisar os elementos reunidos no inquérito e definir os próximos encaminhamentos. A existência e a conclusão de um inquérito policial não significam condenação, permanecendo assegurados o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
Como denunciar casos de violência sexual
Casos de importunação e outras formas de violência sexual devem ser comunicados às autoridades. Em uma situação que esteja acontecendo naquele momento, a orientação é procurar imediatamente a Polícia Militar pelo 190.
A vítima também pode procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou qualquer unidade da Polícia Civil para registrar a ocorrência. É importante preservar possíveis provas, como mensagens, áudios, vídeos, capturas de tela e informações de testemunhas.
Outro canal nacional disponível para orientação e denúncias relacionadas à violência contra a mulher é o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.
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