A Polícia Federal e Previdência Social deflagrou deflagrou nesta segunda (06) a Operação Sofisma. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa que atua na intermediação de benefícios previdenciários em Marília, Lins, Paraguaçu Paulista e Promissão. O prejuízo passa de R$ 4 milhões.
Em nota, o setor de comunicação social da PF informou que foram detectadas várias irregularidades detectadas a partir de batimentos de dados realizados pela Força Tarefa. As investigações começaram em agosto do ano passado, constatando-se a existência de registros empregatícios inverídicos que embasaram pedidos de benefícios previdenciários , nos quais foram utilizadas CTPS e/ou Livro de Registros de Empregados falsificados, bem como realizada inclusão de vínculos empregatícios fictícios no Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS, por meio de inclusão irregular de Guias de Recolhimentos do FGTS e Informação a Previdência Social (GFIP).
O prejuízo apurado pela Força Tarefa, nos 56 benefícios analisados, foi de pelo menos R$ 4.193.000,00. "No entanto, considerando-se a expectativa de esperança de vida ao nascer da população brasileira (Fonte: IBGE, Projeção da População do Brasil – 2013), esse prejuízo poderia chegar a 12 milhões de reais, caso a esquema criminoso não tivesse sido desarticulado. Estima-se que o esquema criminoso exista desde 2003, o que vem permitindo aos investigados obter vantagens ilícitas à custa da Previdência Social", diz a nota.
EMPRÉSTIMOS E PREJUÍZOS - A investigação da Força Tarefa desvelou ainda que, após a concessão dos benefícios, 21 titulares obtiveram empréstimos consignados, ocasionando um prejuízo adicional às instituições financeiras do País.
Com o objetivo de estancar a sangria aos cofres públicos, para a garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, a Justiça Federal de Marília determinou a prisão preventiva dos quatro integrantes da organização criminosa, mandados de busca e apreensão e conduções coercitivas. Os envolvidos no esquema deverão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, falsidade documental e inserções de dados falsos.
A operação contou com a participação de 25 Policiais Federais e de dois servidores da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos (APEGR). O nome SOFISMA é uma alusão ao fato de o esquema engendrado consisti na obtenção de benefícios previdenciários fraudulentos, mediante a apresentação de argumentos maquiados e aparentemente verdadeiros, mas que na realidade se tratam de um engodo, uma falácia.
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