A Polícia Civil deve abrir inquérito para apurar um caso um envolvendo uma escola municipal (EMEI) de Marília, tendo como vítima uma criança de cinco anos.
Segundo a família, que mora no bairro Maracá2 (zona norte) a vítima sofreu uma queda no parquinho e, apesar de chorar e sentir muitas dores, não foi socorrida. Ela só foi levada à atendimento médico pelos próprios pais, onde foi constatada fratura de um dos braços.
O caso ocorreu ontem à tarde, na escola municipal Branca de Neve em Padre Nóbrega. De acordo com o pai do garoto Everton Cleber Gomes, o menino estava brincando com os demais alunos no parquinho, quando sofreu uma queda. Em vez de acionar o resgate ou o SAMU (já que a criança chorava muito), a direção da escola ligou para a mãe, pedindo para que ela buscasse o filho.
Desespero - De acordo com Everton, sua esposa ligou para ele desesperada. "Quando cheguei na escola, meu filho gritava de dor, peguei ele e fui correndo pro hospital, após exames foi constado que ele tinha quebrado o braço esquerdo e que precisava passar por cirurgia de emergência. Meu filho foi internado na Santa Casa e passou por cirurgia e colocação de 2 fios pra sustentação da parte que foi lesionada", relatou Everton ao Visão Notícias.
Ainda, segundo a família, esta é a segunda vez que o garotinho sofre um acidente desse tipo na mesma escola. A primeira vez foi em março, e já naquela ocasião a escola teria sido omissa no atendimento.
Segundo o pai, no dia 06 de março a avó da criança foi buscá-la na escola e foi informada pela professora que o mesmo estava chorando porque havia caído de uma mureta no parquinho. Ao chegar em casa, como a dor não passava, ela foi levada à Prontomed, já que a família possui plano de saúde.
Naquela unidade médica, foi constatado que o braço direito do garotinho tinha fraturado e foi imobilizado. A família informou a escola e, segundo disseram, nenhuma providência foi tomada.
Agora, quatro meses depois, a mesma situação se repete, o que deixou a família revoltada. Além de registrar boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária (por omissão de socorro), o pai pretende acionar judicialmente a Prefeitura de Marília."
O Visão Notícias procurou a assessoria de imprensa para buscar uma posição da Prefeitura. Mas, até às 12h nenhuma nota oficial havia sido divulgada sobre o caso.
Veja nota na íntegra, encaminhada pela prefeitura às 12h50:
"A Prefeitura Municipal de Marília, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação e Diretoria de Divulgação e Comunicação, comunica que em relação à ocorrência de uma queda de um estudante da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Branca de Neve - fato ocorrido em 26 de julho de 2023 - os servidores e direção da unidade escolar prestaram o atendimento imediato à criança, seguindo rigorosamente o protocolo do Sistema Municipal de Educação no que se refere em situações desta natureza. A unidade escolar, prontamente, por telefone comunicou a responsável pelo estudante - no caso, a mãe, que se encontrava no seu local de trabalho. A mãe informou que iria buscar o estudante o mais rápido possível e, neste ínterim, seria aguardada a chegada dela. A escola prosseguiu com os procedimentos de acolhimento à criança para garantir todo o conforto e imediato alívio da dor, o que foi realizado até a presença da responsável O estudante ficou acomodado por todo este tempo em um colchão de modo a aliviar o desconforto. O Samu (Serviço de Atenção Móvel de Urgência) foi acionado, contudo a própria família optou por fazer o encaminhamento da criança até o pronto-atendimento utilizando condução própria. O Município de Marília deixa bem claro que: em nenhum momento houve omissão de socorro, muito menos descaso com a situação do aluno da Emei."
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