Cortes de verbas para Santas Casas, pelo governo do Estado, causam protestos

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O corte de recursos de 12% dos Programas Pró-Santas Casas e Santas Casas SUStentáveis, destinados ao custeio das Santas Casas e hospitais filantrópicos do Estado, por parte do Governo do Estado, foi recebido com indignação pelo dirigente em Pompeia e em nota pela Fehosp (Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Beneficentes do Estado de São Paulo).

A resolução publicada na semana passada afeta diretamente recursos essenciais para os hospitais, que são responsáveis por mais de 50% do atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde), especialmente no interior do estado, onde os equipamentos de saúde são referência para a alta complexidade e tratamento da Covid-19.
 
Em meio à maior crise de saúde mundial, as 180 entidades que realizam a maior parte do atendimento no Estado terão corte de R$ 80 milhões no ano.

De acordo com a entidade, em mais de 200 municípios do Estado, a Santa Casa ou o hospital filantrópico é o único equipamento de saúde para atendimento à população.

No atendimento aos pacientes com Covid-19 não é diferente. Em algumas regiões do Estado, como Araçatuba, Barretos, Franca e Presidente Prudente, os atendimentos são 100% filantrópicos e nas demais regiões do Estado, exceto Capital, em média 60% dos atendimentos Covid são em hospitais com esse perfil.

Protesto em Pompeia

Vivemos com dificuldades, e ainda com uma atitude desta, ficará mais difícil ainda”, lamentou o provedor da Santa Casa de Pompeia, Alair Mendes Fragoso. Segundo ele, 90% do atendimento na Santa Casa é realizado via  SUS.

Essa medida publicada no Diário Oficial, afeta diretamente recursos essenciais para os hospitais, que são responsáveis por mais de 50% do atendimento do Sus no Brasil, especialmente no interior do estado, onde os equipamentos de saúde são referência para a alta complexidade e tratamento da Covid-19”, protestou Alair Fragoso.

Numa época em que se combate a pandemia, comprando vacinas e protegendo a população, por outro lado, se faz uma ato negativo como este”, lamentou o provedor que está unido com os demais dirigentes na área da saúde paulista para um movimento de repúdio e reversão ao corte.

 





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