A gasolina e a energia elétrica puxaram pra baixo o consumo paulista de energia em 2015. É o que mostra o Balanço Energético do Estado de São Paulo, publicado nesta sexta-feira, 23 de setembro, pela Secretaria de Energia e Mineração. Segundo o relatório, a soma de todas as energias consumidas no Estado no ano passado, registrou uma redução de 1,3% em relação ao ano anterior. Foram consumidos 72 milhões de toe (tonelada de óleo equivalente) em 2015, contra 72,9 milhões de toe no ano anterior.
Em valores nominais a maior queda foi da gasolina, que recuou de 8,1 milhões de metros cúbicos consumidos em 2014 para 7,1 milhões em 2015. A eletricidade, que representa 17% do total de energia consumida no Estado, teve uma retração de 5.617 Gigawatt-hora (GWh) de 2014 para 2015. O total de eletricidade utilizada em 2015 foi de 145.106 GWh.
Para o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, esses números são resultado da desaceleração da economia nacional. “A crise econômica que o Brasil vive nos últimos dois anos se traduz diretamente no consumo dos energéticos. São as empresas reduzindo a produção, o transporte movimentando menos carga e as pessoas economizando na energia elétrica, no gás e no combustível. Em 2016, ainda teremos um consumo próximo ao do ano passado e apenas a partir do segundo semestre de 2017 deveremos ter uma produção econômica que impacte no aumento do consumo de energéticos”, explica.
Apenas o etanol e o bagaço de cana, que juntos representam 33% do consumo de energéticos do Estado, foram os únicos que registraram aumento em 2015, totalizando 14,4% e 9%, respectivamente.
O setor residencial apresentou em 2015 um recuo de 2,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Tanto os setores comercial como industrial registraram leve queda de 0,4% e 0,2%, respectivamente. As quedas mais representativas do setor industrial se encontram na produção de ferro e aço com 16,7%, cimento com 9,8% e têxtil com 8,2%.
O setor de transportes, responsável por 32% do consumo de energia no Estado, apresentou uma queda de 1,3% no período. Destaque para o transporte hidroviário com queda de 14,8%, seguido pela variação negativa do rodoviário com 1,3%, aéreo com 1,2% e ferroviário com 0,6%.
A oferta total de energia em 2015 no Estado foi composta na maior parte por derivados de petróleo (36,4%) e cana-de-açúcar (25%). A energia elétrica participou com 17,3% ou 145.106 GWh, o etanol com 12 bilhões de litros ou 8,6%, e o gás natural com 4,8 bilhões de metros cúbico ou 6,6% do total.
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