Construtoras de Marília também são investigadas em operação do GAECO

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Duas construtoras de Marília e mais duas de Bauru estão sendo investigadas na operação "João de barro", do Gaeco, que apura desvio de dinheiro na Companhia de Habitação de Bauru (Cohab). 

Essas construtoras teriam acionado a Cohab na Justiça para receber valores devidos ou por quebra de contrato e a companhia teria feito acordos com elas sem a homologação da Justiça, inclusive alguns deles sequer tinham a assinatura dos advogados contratados pela Cohab.

Foram cumpridos mandados de busca em 14 residências de representantes, sócios e construtoras da Cohab, sendo 10 em Bauru, dois em Marília, um em Arealva e um em Brasília.

Dinheiro que foi apreendido pelo Gaeco durante a operação.

A investigação também analisa o patrimônio das pessoas relacionadas à companhia, em especial viagens internacionais, feitas em um curto período com gastos incompatíveis com salários de funcionários da companhia.

Em um dos casos, que a Cohab devia uma nota promissória no valor de R$ 198 mil a uma das empresas, a dívida foi quitada com um imóvel avaliado em quase R$ 2 milhões.

Outros casos que também chamaram a atenção do Gaeco eram dívidas que ainda estavam em fase de contestação na Justiça e a Cohab já fazia o pagamento por meio de amortizações com parcelas que variavam de R$ 25 mil a R$ 50 mil, antes mesmo do Judiciário definir o valor a ser pago.

Uma das empresas, inclusive, foi condenada em 2004 pelo crime de litigância de má-fé, ou seja, agiu de forma irregular causando prejuízos a companhia e mesmo assim, a Cohab continuou a fazer pagamentos e acordos com a construtora. Só em 2017 o valor foi mesmo executado.

Presidente da Cohab/Bauru, Edison Gasparini Júnior

No entendimento do Gaeco, a Cohab demorava para receber os valores e pagava de forma muito fácil as empresas mesmo vivendo uma crise financeira com dívidas milionárias.

Ainda segundo as investigações, os prejuízos acumulados crescem em larga escala e contas estão sendo rejeitadas pelo Tribunal de Contas.

Na casa do presidente da Cohab/Bauru, Edison Gasparini Júnior, em um condomínio de alto padrão, foram apreendidos mais de R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo, além de 30 mil em dólares, euros e libras, guardados em malas e gavetas.

Prefeitura se manifesta

Em nota, a prefeitura de Bauru informou que o atual presidente Edson Gasparini Júnior solicitou seu afastamento da presidência para que as investigações possam ocorrer sem qualquer interferência e com total transparência a fim de apuração de todos os fatos.

Em nota, a prefeitura confirmou que o prefeito Clodoaldo Gazzetta “determinou que os estudos realizados para possível liquidação da Cohab sejam priorizados pela Secretaria de Negócios Jurídicos”.

Segundo os promotores, durante a operação foram apreendidos documentos, computadores, celulares e outros materiais em 14 endereços ligados a funcionários da Cohab e também quatro construtoras que fazem parte das investigações. Com informações G-1





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