A grave crise financeira que assola o país está abalando a vida dos brasileiros de diversas maneiras. Muitas pessoas, atingidas pelos problemas financeiros que
começam a afetar seus orçamentos, acabam deixando de pagar as parcelas do financiamento de seus imóveis, que acabam sendo retomados. Com isso, o número de apartamentos e casa que vão a leilão disparou.
De acordo com dados da Associação de Registradores de Imobiliários de São Paulo (Arisp), mais de 14 mil imóveis foram retomados pelos bancos no ano passado no estado de São Paulo, crescimento de 247% em relação ao ano anterior. O principal motivo foi a inadimplência. Em 2015, este número foi de 4 mil.
Já conforme a Federação Brasileira de Leiloeiros Públicos Oficiais (Febralei), a estimativa é que a oferta de apartamentos para leilão tenha crescido 80% apenas nos últimos dois anos. Este aclive reflete muito do momento que estamos passando e também traz uma reflexão sobre o controle financeiro daqueles que não conseguiram pagar a prestação do financiamento imobiliário (e por isso perderam o imóvel), representando também uma ótima oportunidade de negócio.
O leilão é nada mais, nada menos do que uma maneira de se adquirir bens. É uma opção bastante diferente da tradicional compra e venda, já que a aquisição por leilão não é feita entre as partes. Isso quer dizer que não há um vendedor e um comprador, o que acontece nos leilões judiciais, por exemplo, é a alienação do bem por processo, onde o juiz vai homologar ou não a arrematação. Nos leilões, os interessados fazem os lances, e a melhor oferta é
contemplada.
Hoje em dia, os leilões são bastante divulgados, tanto em jornais de grande circulação, quanto em sites de leiloeiros. Alguns dos sites de tribunais também costumam divulgar os pregões. A participação em leilão de imóvel online também tem crescido no Brasil.
Imóveis que são adquiridos através de leilões costumam ter valores generosos e acabam sendo uma ótima opção de investimento. Mas é preciso conhecer o histórico dos imóveis e além de outros fatores, conhecer os gastos envolvidos na aquisição para fazer uma boa compra:
- - A desocupação do imóvel pode demorar mais de seis meses. Se o antigo proprietário ainda esteja morando no imóvel será preciso entrar com uma ação de imissão de posse. Por meio dessa ação, o arrematante pede a posse do imóvel. Pode ser também que haja um inquilino, e nesse caso será preciso respeitar o prazo do contrato de aluguel para pedir a desocupação.
- - O proprietário terá que arcar com dívidas do imóvel que porventura existam, como, IPTU e condomínio, que não são perdoadas com a transmissão do bem.
- - Contrate um advogado para ter uma assessoria especializada. Problemas legais ou judiciais poderão ser descobertos anteriormente com a ajuda desse profissional.
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- Pesquise sobre os valores praticados no prédio e na região em que está comprando e compare com o preço do imóvel que está sendo leiloado. - - Visite o imóvel a ser adquirido e avalie as condições físicas. Caso seja necessário realizar reparos ou reformas, estime os gastos.
- - Antes de participar de um leilão, é importante também se informar sobre a possibilidade de desistência. Em leilões extrajudiciais, de imóveis retomados pelos bancos, quem arremata uma propriedade e desiste depois geralmente sofre alguma punição. Será preciso arcar com os gastos de convocação do leilão, como o custo do leiloeiro e da publicação do edital.
Dê muita atenção ao edital do leilão. Nele estarão descritas informações importantes, como condições do imóvel, organizadora e ainda valor de avaliação.
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