Há tempos o Brasil tem sido um refúgio seguro para filmes piratas. Um estudo do governo descobriu que 41% dos usuários da web no país já baixaram conteúdo de forma ilegal. A pirataria também é muito comum nas ruas: DVDs estão à venda por todo o lugar. Às vezes até em frente a cinemas.
Por isso, poucos acreditavam que um serviço de assinatura como a Netflix seria bem-sucedido no país. Mas, desde seu lançamento, em 2011, o número de assinaturas aumentou muito.
A empresa não libera números de assinantes em cada país, mas dois estudos independentes sugerem que o Brasil se transformou no quarto maior mercado para a Netflix, logo depois de Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha. São 69 milhões de usuários no mundo todo.
O presidente da Netflix, Reed Hastings, que geralmente não comenta sobre países específicos, disse que o Brasil é o "foguete" da empresa.
"Na Europa você precisa comprar licenças individuais de conteúdo para cada filme ou programa de TV em cada país, como França, Alemanha ou Espanha. Já na América Latina você só precisa de duas licenças – uma para todos os países que falam espanhol e outra para o Brasil." afirmou Jonathan Friedland, chefe de comunicações da Netflix.
Competitividade: A estratégia da Netflix para enfrentar a pirataria no Brasil foi apostar na competitividade. Oferecendo bom conteúdo a preços baixos e rapidamente – lançando séries ao mesmo tempo no Brasil e Estados Unidos – faz a pirataria menos atraente
Um dos elementos mais importantes é o preço. A assinatura da Netflix varia entre R$ 19,90 e R$ 29,90 por mês.
E, mesmo com muitos brasileiros ainda baixando filmes e séries de TV de forma ilegal, outras pessoas não entendem tanto de tecnologia para fazer isso. Ou temem que seus computadores sejam invadidos por vírus e malware.
A conexão de internet no Brasil, que frequentemente é de baixa qualidade, também testou a tecnologia da empresa – que ajusta a qualidade da transmissão de vídeo de acordo com a banda larga disponível.
E, segundo a Netflix, a atual crise econômica brasileira não está prejudicando os negócios: o produto oferecido é visto pelos consumidores como uma alternativa mais barata a sair de casa.
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