Aos 57 anos, o sr. Pedro dos Santos Alencar, morador em Marília, sempre teve uma vida muito ativa. Dividia o seu tempo como dono de uma oficina mecânica, depois
trabalhou como vendedor autônomo e também ajudou milhares de pessoas na área assistencial, como presidente do Albergue Noturno da cidade por 24 anos.
Tratamento médico que realizou devido aos problemas psicológicos.
Durante oito anos, trabalhou como representante comercial numa grande empresa. Apesar de ter um bom salário, afirma que a pressão psicológica era muito grande porque constantemente tinha que "bater" metas. Até que veio o pior: acabou sendo demitido dessa empresa. Isso ocorreu há cerca de três anos e, devido a sua idade, não conseguiu uma nova colocação no mercado de trabalho.
Isso fez com que passasse a ter problemas psicológicos e, desde o ano passado, foi afastado de suas atividades pelos médicos, passando a receber um auxílio-doença do INSS. O valor de R$ 2 mil desse auxílio ajudava muito porque, com isso, conseguiu continuar pagando sua casa financiada no bairro Fernando Mauro (zona Norte), no valor de R$ 800,00.
VENDER O RIM - Mas, a situação se agravou depois que o INSS indeferiu o seu pedido de renovação do auxílio-doença, por não ter sido constatada "incapacidade laborativa". Resultado: sem emprego e só fazendo alguns bicos para sustentar a família, está com oito parcelas da casa financiada em atraso (onde mora sua ex-mulher) e já recebeu aviso que irá à leilão.
Diante disso, ele enviou um e-mail ao portal Visão Notícias mostrando o seu desespero e pedindo ajuda. Sem saída, ameaça até cometer um ato que é considerado um crime no Brasil: vender um dos rins.
Em entrevista, o sr Pedro sabe dos riscos, mas reforça que mesmo tendo capacidade para trabalhar (segundo o INSS), não consegue um novo emprego. Vale lembrar que o comércio de órgãos é crime com pena de três a oito anos de reclusão.
"Eu já entreguei uns 50 currículos. Mas, pela minha idade não consegui nenhuma oportunidade", lamenta. Para quem ajudou milhares de famílias na área assistencial (no Albergue Noturno), atendendo inclusive pedidos da própria justiça, agora vive uma situação inversa: é uma dessas pessoas que precisa de auxílio, mas não está conseguindo.
AJUDA - Quem tiver uma oportunidade de emprego, pode ligar diretamente para o sr. Pedro: 3434-1746 ou 98136-2244.
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