A paulistana Tathiana Aparecida Santos Carreira, de 36 anos, passou 7 anos de sua vida engordando. Durante esse período, frequentou vários médicos e nutricionistas. Nessas ocasiões, até conseguia emagrecer 2 ou 3 kg, mas no final engordava tudo de novo. Ela chegou a pesar 150 kg e tinha decidido fazer uma cirurgia bariátrica.
Mas, depois de perder 20 kg para poder se submeter ao procedimento, resolveu continuar emagrecendo só com reeducação alimentar e desistiu da cirurgia. Três anos depois, Tathiana já está 80 kg mais magra. Ela ainda pretende perder mais peso, mas já fica muito satisfeita com o que vê no espelho. “A felicidade de atingir a meta do emagrecimento não tem nada do mundo que pague. Passaria por tudo de novo”, diz.
Tathiana começou a ganhar peso quando fez um tratamento para engravidar, há algum tempo. Sua alimentação também era desregrada: sempre repetia o prato, gostava muito de fast food, refrigerantes e doces em geral.
O excesso de peso começou a incomodar quando percebeu que só conseguia comprar roupas em duas lojas especializadas em tamanhos maiores. No campo profissional, não tinha coragem nem de se candidatar às vagas de emprego.
Frequentou vários médicos, mas nunca conseguia perder muito peso. E o ponteiro da balança sempre voltava a subir.
Decidida a fazer uma cirurgia bariátrica, ela se empenhou em emagrecer para poder se enquadrar no perfil do tratamento. “Quando vi que consegui emagrecer 20 kg em um ano, desisti da cirurgia. Pensei: ‘se consegui perder 20 kg, consigo mais’.”
Tathiana mudou sua alimentação. O principal foi cortar, logo de cara, quase todo o açúcar do cardápio. O segundo passo foi cortar as frituras e passar a cozinhar quase sem óleo.
Ela incluiu verduras, legumes e verduras, que não costumava comer. E, no lugar do refrigerante, passou a tomar muita água. Ela decidiu também limitar a quantidade de comida depois das 18h. Depois desse horário, passou a comer só frutas.
Quando pesava 150 kg, Tathiana tinha dificuldade até para subir a escada de sua casa, que era um sobrado. Chegava a levar um dia inteiro para limpar e arrumar um só quarto porque tinha que fazer pausas frequentes para recuperar o fôlego.
Hoje, ela faz caminhadas para se exercitar e não se cansa. Além disso, não tem mais vergonha do próprio corpo.
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