Cinema novo: corpo de diretor mariliense é sepultado

Nascido em Marília, Dib Lutfi estava com 80 anos e não resistiu a uma pneunomia.
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Foi sepultado hoje, no Cemitério da Cacuia (Ilha do Governador), o corpo do diretor de fotografia e cinegrafista Dib Lutfi, conhecido por sua atuação em filmes do Cinema Novo. Ele nasceu em Marília, mas mudou-se em 1936 (no fim da adolescência), para o Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, na região oeste do Rio de Janeiro, desde sábado (22), mas não resistiu a uma complicação pulmonar.

Dib ficou conhecido por sua habilidade no uso da câmera de mão.

A informação foi divulgada por seu irmão, o músico Sérgio Ricardo, em uma publicação no Facebook. "Comunico com muito pesar o falecimento de meu irmão Dib Lutfi, considerado o grande poeta das imagens do cinema novo", escreveu Ricardo na rede social. Lutfi sofria com a doença de Alzheimer há cerca de oito anos e vivia há cinco no Retiro dos Artistas, onde recebia acompanhamento domiciliar. A morte dele foi destaque na imprensa em todo o país.

O início de sua carreira se deu em filmes de seu irmão, como em "Menino da Calça Branca", de 1961, no qual chamou a atenção ao acompanhar com a câmera a cambalhota de um ator-mirim, e em "Esse Mundo é Meu", de 1963.

Atuando ora como diretor de fotografia, ora como operador de câmera, tornou-se figura importante do Cinema Novo e ficou conhecido por sua habilidade no uso da câmera de mão. Ao longo de sua carreira, somou mais de 50 créditos como cinegrafista em curtas e longas-metragens, além de documentários. Seu último trabalho foi no filme "Profana", de 2011, dirigido por João Rocha.





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