Empresas começam a encarar lágrimas no trabalho com outros olhos. Uma pesquisa realizada neste ano pela Accountemps, nos Estados Unidos, revela que 44% dos 2.200 diretores financeiros entrevistados consideram normal chorar de vez em quando, enquanto 30% não veem problema algum nisso. A minoria (26%) desaprova completamente o ato.
O estudo mostrou que os chefes são mais tolerantes com as lágrimas do que os subordinados. Dos 1.000 funcionários entrevistados, 32% consideram as lágrimas inaceitáveis, embora quase metade (45%) admita já ter chorado.
As empresas tentam criar ambientes de trabalho mais acolhedores. Na Stone Pagamentos, há uma "sala de descompressão", onde os funcionários podem se acalmar quando estão estressados.
"Ninguém é super-homem. O mais importante é que as pessoas sejam autênticas", diz Luis Vabo Jr, diretor da Stone. A empresa também tornou obrigatória uma aula de inteligência emocional para a equipe de atendimento ao cliente, setor em que o choro é mais frequente, segundo o executivo.
A Mastercard busca ajudar seus empregados a encontrar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional com o programa "The Whole You" ("Você por Inteiro"). A proposta envolve, entre outros benefícios, horários mais flexíveis de trabalho e home office, além do abono de quatro dias anuais para os que quiserem atuar em projetos voluntários.
A diretora de marketing Lana Kantor, 23, afirma sentir na pele essa pressão. Ela trabalha em startups há sete anos e já passou por duas crises de "burnout", ou esgotamento por estresse no trabalho.
Acabar com o tabu do choro é importante porque as lágrimas apontam uma situação insustentável. Elas permitem entender quais são os gatilhos emocionais.
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