Um casal foi espancado em Araruama, no Rio de Janeiro, após ser vítima de um boato de que estaria sequestrando crianças. A informação viralizou em grupos de WhatsApp, que incluíam fotos dos dois e do carro em que estavam, inclusive com a placa. Luiz Áureo de Paula e Pamela Martins foram reconhecidos em frente a um mercado e foram atacados. O homem ainda levou uma pedrada na cabeça.
O carro foi depredado por moradores e depois incendiado por uma mulher, que foi presa em flagrante. As vítimas se abrigaram em lojas até a chegada da polícia, que tenta identificar os agressores, informou o portal da Band.
CASO SEMELHANTE - A simples vida do serralheiro Carlos Luiz Batista, de 39 anos, virou um pesadelo do dia para a noite. Tudo começou com um boato
espalhado por grupos de WhatsApp, e depois por redes sociais como o Facebook, que relacionaram a imagem do morador de Campo Grande, Rio de Janeiro, a um sequestrador de crianças.
Carlos Luiz: pesadelo por causa do WhatsApp.
Carlos lembra bem quando, no dia 21 de setembro, recebeu uma ligação do pai relatando, sem entender nada, que muitos moradores o procuraram, perguntando sobre o filho que agora sequestrava e matava crianças. Foi a primeira vez que ele teve contato com a história.
No dia seguinte, o serralheiro recebeu as mensagens em áudio que detalhavam quem era o criminoso. Era Júlio César, morador de Mesquita, na Baixada Fluminense, que fez um “pacto com o capiroto” para poder “matar crianças”. A voz de um rapaz ainda pede que o alerta seja espalhado para o “máximo de grupos” possíveis para que Júlio fosse encontrado e “picotado”.
Assustado, o serralheiro - que trabalha de forma autônoma - não conseguiu mais trabalhar nem dormir. Temia não somente por sua segurança, como também pela de sua família. Casado, pai de dois rapazes na faixa dos 20 anos e de uma menina de apenas um ano e oito meses, foi cercado de seus familiares que ele gravou um vídeo na tentativa de desmentir o que já estava fora de controle.
Quando foi registrar queixa na Delegacia, Carlos Luiz ficou sabendo que seu caso não é o único. “Isso tem acontecido direto, muitas pessoas estão sendo vítimas de boatos por aí. Fiquei sabendo, inclusive, que tem fotos de outras pessoas sendo relacionadas à mesma mentira que a minha”, contou, deixando ainda um alerta. “As pessoas precisam se informar melhor, não acreditar só no que leem no WhatsApp. Tem que pesquisar, ver se é verdade, uma mentira dessas pode acabar com a vida de uma pessoa.”
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