Militantes, movimentos independentes e políticos do PT se organizam para ir a Curitiba na próxima quarta-feira, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro. Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá, e terá o primeiro encontro com Moro numa oitiva.
O presidente do Diretório Municipal do PT em São Paulo (DMPT-SP), Paulo Fiorillo disse que ainda não há um número fechado de coletivos que seguirão para a capital do Paraná. “Ainda estamos fechando o número de pessoas interessadas para providenciar o transporte.”
Segundo Adilson Sousa, presidente eleito do diretório zonal Freguesia do Ó/Brasilândia do PT, os ônibus não serão ocupados exclusivamente por filiados da sigla. “Vamos para mostrar que movimentos sindicais, partidários e diversos setores da população não concordam com a judicialização da política”, diz. Ele estima que 50 mil pessoas, de todo o País, devem ir a Curitiba.
SEM CONFRONTO - Já o juiz Sérgio Moro usou as redes sociais para pedir aos apoiadores da Operação Lava-Jato não compareçam em Curitiba na próxima quarta-feira, dia em que o ex-presidente Lula será interrogado. O recado foi divulgado na página do Facebook criada pela esposa dele.
Em pouco mais de um minuto, Moro destaca no vídeo o apoio que tem recebido pelas investigações. No entanto, pede que o movimento seja evitado. "Tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava-Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio, ou pessoas mesmo de Curitiba pretendem vir aqui manifestar esse apoio. Eu diria o seguinte: esse apoio sempre foi importante, mas nessa data ele não é necessário. Tudo que se quer evitar nessa data é alguma espécie de confusão e conflito e, acima de tudo, não quero que ninguém se machuque em eventuais discussões nesta dat. Não venha. Deixe a Justiça fazer o seu trabalho. Espero que todos compreendam", disse o magistrado.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288








