Dono de prostíbulo confessou o assassinato e ocultação de cadáver.
Um cão farejador ajudou a polícia a encontrar o corpo do executivo norte-americano David Benjamin Sommer, de 50 anos, que estava desaparecido desde 11 de janeiro. O cachorro detectou sangue de Sommer em um dos quartos na casa de prostituição na região Central de São Paulo. O corpo de Sommer foi enterrado perto da Rodovia dos Imigrantes.
A polícia diz que o coordenador de uma casa de prostituição, de 28 anos, é responsável pela morte. Ele está preso no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, segundo a polícia, confessou a morte e a ocultação do cadáver. O assassinato teria sido motivado por ciúmes.
O americano frequentava a casa de prostituição e, de acordo com as investigações, tinha um relacionamento conflituoso com as frequentadoras do estabelecimento. O homem apontado pelas investigações como autor do crime é namorado de uma das moças que atua no local e teria brigado com o executivo.
O crime
Testemunhas contaram que a vítima insistiu em ter relações sexuais, e a mulher não quis. Após a recusa da moça, o americano teria se dirigido a um dos apartamentos do prédio para consumir cocaína. O suspeito o seguiu, deu um mata-leão no americano e aplicou duas injeções do que ele diz ser um sonífero.
As investigações mostraram que o homem alugou uma geladeira para colocar o corpo, levou até as margens da Rodovia dos Imigrantes e o enterrou. A geladeira foi queimada.
O suspeito preso tem passagens por roubo e tráfico de drogas. O corpo de David foi desenterrado pelo Corpo de Bombeiros.
O desaparecimento de Sommer foi comunicado à Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP no dia 14 de janeiro, por uma sócia dele. Ele morava sozinho, na Liberdade, gostava de música e era cantor.
A polícia investiga se mais pessoas participaram do crime, mas o suspeito resiste a mencionar outros nomes.
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