Caminhoneiro com suspeita de overdose apronta confusão e morre após passar mal em posto na BR-153

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Um caminhoneiro de 37 anos, natural de Santa Catarina, morreu após passar mal no pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-153, em Guaimbê, na região de Marília. O caso foi registrado como morte suspeita, com indícios de possível overdose de cocaína, inclusive com restos da droga encontrados no interior do veículo

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizava fiscalização de rotina na rodovia quando foi alertadas por outro caminhoneiro sobre um homem em estado alterado e comportamento agressivo, que tentava conduzir um caminhão no local.

Ao chegarem ao posto, os policiais encontraram o motorista extremamente agitado e desorientado, apresentando comportamento incompatível com a normalidade. Durante a tentativa de abordagem, ele chegou a fugir para uma área de matagal.

Muito "louco"

Cerca de 10 minutos depois, o caminhoneiro retornou ainda mais alterado. Diante do risco à própria integridade e à de terceiros, os policiais realizaram a contenção e acionaram a equipe de resgate, que prestou os primeiros atendimentos e encaminhou a vítima ao Hospital das Clínicas. O homem já apresentava nível de consciência rebaixado e, apesar do socorro, não resistiu e morreu após dar entrada no HC.

Durante a perícia no caminhão, foram encontrados vestígios de substância semelhante à cocaína, incluindo resíduos em um recipiente dentro da cabine e também nas proximidades de onde o motorista estava. O caso foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deverá apontar a causa da morte.

 

Perigo nas rodovias

O uso de drogas por caminhoneiros, frequentemente impulsionado por jornadas exaustivas e pressão por prazos, representa um dos maiores riscos nas rodovias brasileiras, resultando em acidentes graves e dezenas de mortes. Substâncias estimulantes, conhecidas popularmente como "rebites" (anfetaminas), cocaína e até crack são consumidas para inibir o sono e aumentar a produtividade, mas trazem consequências devastadoras.

Pesquisas indicam que, em alguns contextos, a prevalência de uso de drogas psicoativas entre caminhoneiros pode ser alta, sendo estimulantes os mais comuns. Investigações apontaram que uma parte significativa dos motoristas envolvidos em acidentes graves estava sob efeito de substâncias ilícitas.

A legislação brasileira exige exame toxicológico de larga janela de detecção para motoristas profissionais (habilitações C, D e E) na renovação da CNH e admissão/demissão, visando reduzir esse perigo, embora haja debates sobre sua eficácia contínua.






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