"Brincadeira" de assalto entre amigos termina com um morto após reação de policial de folga

Compartilhe:




O que começou como uma suposta brincadeira entre amigos terminou em tragédia nesta semana, na zona leste de São Paulo. Um homem de 36 anos morreu e um rapaz de 21 anos ficou ferido após serem baleados por um policial civil de folga que acreditou estar diante de um assalto verdadeiro.

Segundo a Polícia Civil, os dois trabalhavam em um lava-rápido que presta serviços para uma loja de veículos e decidiram simular um roubo contra um colega. Eles chegaram em uma motocicleta e um deles anunciou o suposto assalto, afirmando estar armado.

Sem saber que se tratava de uma brincadeira (todos eram conhecidos entre eles), um policial civil de 31 anos, que estava no local, sacou sua arma e efetuou disparos para conter a ação.

Depois, ao saber do que realmente se tratava, 
o próprio policial acionou o socorro. Os dois homens foram socorridos. O condutor da motocicleta, de 36 anos, foi atingido no peito e morreu. O outro homem foi baleado no abdômen e permaneceu internado.

Após os disparos, foi constatado que os envolvidos eram conhecidos dos funcionários da loja e que tudo fazia parte de uma suposta brincadeira, informação desconhecida pelo policial no momento da intervenção.

A ocorrência foi registrada como lesão corporal decorrente de intervenção policial e legítima defesa, e será acompanhada pela Corregedoria da Polícia Civil.

ENTENDA

Por que uma "brincadeira" pode terminar em tragédia?

Situações que simulam crimes colocam em risco não apenas quem participa da encenação, mas também pessoas que estejam por perto. 

Diante de uma ameaça aparentemente real, policiais — mesmo fora de serviço — e até cidadãos legalmente armados podem reagir acreditando que estão diante de um crime em andamento. Em poucos segundos, uma situação que parecia uma brincadeira pode resultar em feridos ou mortes.

O que diz a lei - Simular um crime ou provocar deliberadamente uma situação que coloque terceiros em risco pode gerar consequências criminais e civis, dependendo das circunstâncias. A pena por simular um crime no Brasil varia de um a oito anos de prisão, além do pagamento de multa. 

Além da responsabilização pelos participantes da falsa ação, cada caso é analisado conforme a conduta dos envolvidos e a reação de quem acreditou estar diante de um crime real, como é o caso desse policial civil que não sabia da brincadeira entre três amigos.

O que fazer:

  • Nunca simule assaltos, sequestros ou outras ações criminosas, mesmo entre amigos.
  • Evite brincadeiras que envolvam armas reais, réplicas ou gestos que possam ser interpretados como ameaça.
  • Lembre-se de que qualquer pessoa que presencie a cena poderá acionar a polícia ou tentar intervir.
  • Em situações de aparente risco, a reação de policiais ou de terceiros pode ocorrer em questão de segundos.

- - - - - - - - 

A ocorrência serve de alerta: em tempos de violência e insegurança, uma brincadeira que imita um crime pode ser interpretada como uma ameaça real — e ter consequências irreversíveis.





Receba nossas notícias no seu celular: Clique Aqui.
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288


Desenvolvido por StrikeOn.